O governador Romeu Zema oficializou, nesta segunda-feira (2/3), o anúncio de uma recomposição salarial de 5,4% destinada a todo o funcionalismo público de Minas Gerais. A medida abrange aproximadamente 673 mil pessoas, incluindo servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta do Estado. O impacto financeiro previsto para os cofres públicos é de cerca de R$ 3,4 bilhões anuais. Um ponto fundamental da proposta é que o reajuste será pago de forma retroativa a 1º de janeiro de 2026, garantindo que o benefício cubra os primeiros meses do ano corrente.
De acordo com o Executivo, o projeto de lei que formaliza a recomposição será enviado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ainda no decorrer deste mês. O governador ressaltou que a viabilização deste índice só foi possível devido ao esforço de austeridade fiscal e à responsabilidade na gestão das contas públicas nos últimos anos. A medida assegura, inclusive, que o vencimento básico inicial do magistério mineiro permaneça alinhado de forma proporcional ao piso nacional da categoria.
O vice-governador, Mateus Simões, reforçou que a regularidade no pagamento dos salários, estabelecida no quinto dia útil desde 2021, é o que permite agora planejar esses incrementos com previsibilidade. Historicamente, o governo estadual tem promovido revisões periódicas: em 2022 foi concedido um reajuste geral de 10,06% e, em 2024, uma nova recomposição de 4,62%. Mais recentemente, em 2025, o foco recaiu sobre as Forças de Segurança com a implementação de auxílio-alimentação. Agora, a expectativa gira em torno da tramitação na ALMG, uma vez que o pagamento efetivo do novo valor e dos retroativos depende da aprovação dos deputados e da subsequente sanção governamental.
Da Redação do Jornal Panorama, com informações Agência Minas
Foto: Gil Leonardi
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