A Fundação Ezequiel Dias (Funed) anunciou a aprovação de uma parceria estratégica com o Ministério da Saúde para produzir, de forma inédita no Brasil, o medicamento Aflibercepte. Utilizado para tratar a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) — principal causa de cegueira irreversível em pessoas acima de 50 anos —, o remédio passará a ser fabricado em solo mineiro, reduzindo drasticamente os custos para o SUS.
Atualmente, o Brasil depende 100% de importações para este fármaco, que custa cerca de R$ 3,2 mil por dose. Com a produção nacional, estima-se que o valor caia para R$ 1,4 mil, permitindo que o governo amplie a oferta de 78 mil para 250 mil doses anuais.
Investimento e Tecnologia
Para viabilizar o projeto, a Funed investirá R$ 42 milhões na modernização de sua unidade fabril. A parceria envolve a transferência integral de tecnologia da gigante sul-coreana Samsung Bioepis para os laboratórios brasileiros. Além do Aflibercepte, a Funed também recebeu sinal verde para produzir a Lenalidomida, medicamento essencial no tratamento de diversos tipos de câncer.
O que é a Degeneração Macular?
A DMRI é uma doença progressiva que afeta a mácula (parte central da retina), tirando a visão central do paciente e dificultando tarefas como ler e dirigir.
- Público-alvo: Cerca de 30% da população acima de 75 anos apresenta algum estágio da doença.
- Indicações: Além da DMRI, o Aflibercepte trata edemas maculares diabéticos e outras deficiências visuais graves.
Impacto para Minas e o Brasil
O presidente da Funed, Felipe Attiê, destacou que a medida fortalece o Complexo Industrial da Saúde e garante o acesso universal. Com a produção 100% nacional prevista para as próximas fases, o Brasil deixa de ser refém das variações do mercado internacional para garantir que seus cidadãos continuem enxergando.
Da Redação do Jornal Panorama
Com informações de: Agência Minas
Foto: Peter Ilicciev
Jornal Panorama Minas – Grande Circulação – Noticiando o Brasil, Minas e o Mundo – 51 anos de jornalismo ético e profissional
