O portal Research.com, em seu estudo divulgado recentemente, classificou os 100 mil cientistas mais influentes do mundo, com base em dados até 2024. A pesquisa incluiu 45 pesquisadores da Fiocruz, destacados por sua produção científica em diversas áreas do conhecimento, como Biologia, Bioquímica, Imunologia, Medicina, Microbiologia, Ciências Humanas e Sociais, Ciência Animal e Veterinária. O levantamento, que considera a produção científica desses profissionais, utiliza indicadores como o número de artigos publicados, o impacto das citações e a contribuição para o avanço da ciência, em particular, para a saúde global.
O ranking é baseado em uma avaliação que abrange tanto o impacto acumulado ao longo da carreira quanto o impacto no ano de referência, com ênfase no número de citações. Essa avaliação foi realizada pelo professor John P. A. Ioannidis, da Universidade Stanford, e utiliza dados da base Scopus, com a medição de um índice denominado c-score. Este índice leva em consideração a posição do pesquisador nas publicações (autor único, primeiro autor ou último autor), o número de coautores, e a relevância das citações ao longo do tempo. Desde sua primeira edição, em 2019, o ranking passou a ser um importante parâmetro para reconhecer os maiores influenciadores científicos do mundo.
Os pesquisadores da Fiocruz foram distribuídos por oito de suas unidades, sendo elas: Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Instituto de Comunicação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz), Fiocruz Bahia, Fiocruz Minas, Fiocruz Pernambuco e Fiocruz Rondônia. Eles se destacaram em 20 áreas de pesquisa.
Na categoria Ciência Animal e Veterinária, Filipe Dantas-Torres (Fiocruz Pernambuco) ficou em 2º lugar no ranking nacional e 97º no mundial, enquanto Ana Maria Jansen (IOC/Fiocruz) ficou em 8º lugar no ranking nacional e 399º no mundial. Outros pesquisadores dessa área incluem Reginaldo Peçanha Brazil (IOC/Fiocruz), em 37º no ranking nacional e 1.068º no mundial, Cleber Galvão (IOC/Fiocruz), em 43º no ranking nacional e 1.150º no mundial, e Naftale Katz (Fiocruz Minas), em 53º no ranking nacional e 1.309º no mundial, entre outros.
Na área de Biologia e Bioquímica, Andreimar M. Soares (Fiocruz Rondônia) ocupou a 33ª posição no ranking nacional e a 8.674ª no mundial, enquanto Ricardo Lourenço-de-Oliveira (IOC/Fiocruz) ficou em 38º no ranking nacional e 9.587º no mundial. Outros pesquisadores na área incluem Antoniana U. Krettli (Fiocruz Minas), em 57º no ranking nacional e 12.414º no mundial, e José Paulo Gagliardi Leite (IOC/Fiocruz), em 76º no ranking nacional e 14.081º no mundial.
A área de Imunologia teve destaque com Patrícia T. Bozza (IOC/Fiocruz), que ficou em 6º lugar no ranking nacional e 1.078º no mundial. Rodrigo Correa-Oliveira (Fiocruz Minas) ocupou a 7ª posição no ranking nacional e 1.553º no mundial, enquanto Manoel Barral-Netto (Fiocruz Bahia) ficou em 9º lugar no ranking nacional e 1.917º no mundial. Aldina Barral (Fiocruz Bahia) ficou em 10º lugar no ranking nacional e 1.918º no mundial.
Em Medicina, Mauricio Lima Barreto (Fiocruz Bahia) ocupou a 23ª posição no ranking nacional e 9.544º no mundial, enquanto Patrícia T. Bozza (IOC/Fiocruz) ficou em 32º no ranking nacional e 12.222º no mundial. Rodrigo Correa-Oliveira (Fiocruz Minas) ficou em 49º no ranking nacional e 17.065º no mundial, e Manoel Barral-Netto (Fiocruz Bahia) ficou em 57º no ranking nacional e 18.553º no mundial.
Na área de Microbiologia, Wilson Savino (IOC/Fiocruz) ficou em 20º no ranking nacional e 2.417º no mundial, enquanto Euzenir Nunes Sarno (IOC/Fiocruz) ficou em 22º no ranking nacional e 2.511º no mundial. Mitermayer G. Reis (Fiocruz Bahia) ficou em 23º no ranking nacional e 2.520º no mundial.
No campo de Ciências Sociais e Humanas, Mauricio Lima Barreto (Fiocruz Bahia) ficou em 3º no ranking nacional e 105º no mundial, enquanto Célia Landmann Szwarcwald (Icict/Fiocruz) ficou em 6º no ranking nacional e 644º no mundial. Marilia Sá Carvalho (Ensp/Fiocruz) ocupou a 16ª posição no ranking nacional e 1.612º no mundial, e Dóra Chor (Ensp/Fiocruz) ficou em 18º no ranking nacional e 2.017º no mundial.
Além disso, quatro pesquisadores foram citados em mais de uma área: Patrícia T. Bozza (IOC/Fiocruz), que apareceu em 5º lugar em Imunologia e em 32º em Medicina; Mauricio Lima Barreto (Fiocruz Bahia), em 3º lugar em Ciências Humanas e Sociais e em 23º em Medicina; Rodrigo Correa-Oliveira (Fiocruz Minas), em 7º lugar em Imunologia e em 49º em Microbiologia; e Manoel Barral-Netto (Fiocruz Bahia), em 9º lugar em Imunologia e em 57º em Medicina.
Os dados do estudo, hospedados no repositório Mendeley Data Repository da Elsevier, estão disponíveis ao público e podem ser acessados para análise detalhada. O c-score, principal métrica utilizada para essa avaliação, é um critério central para a classificação, focando no impacto das publicações por meio de citações, ao invés de apenas contabilizar a quantidade de artigos publicados.
O estudo também disponibiliza rankings das melhores universidades, revistas científicas e conferências científicas do mundo, complementando a análise sobre os maiores influenciadores da ciência global.
Da redação do Jornal Panorama
Com informações: Ricardo Valverde (Agência Fiocruz de Notícias)
Imagem: Leonardo Oliveira/FioCruz
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