A Ferrovia Transnordestina realizou no domingo (11/1) mais uma operação de transporte de carga, com 20 vagões de sorgo destinados a granjas, em percurso entre o Piauí e o Ceará. A saída ocorreu às 14h de Bela Vista (PI) e a chegada ao Terminal Integrador de Iguatu (Tipi), no município de Iguatu (CE), está prevista para a madrugada de segunda-feira, entre 5h e 6h. A ação acontece 24 dias após a primeira viagem experimental, realizada em 18 de dezembro de 2025, quando mil toneladas de milho foram transportadas em 12 horas, percorrendo 585 quilômetros.
A expectativa de conclusão integral da ferrovia é 2028. Segundo o superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), vinculada ao MIDR, Francisco Alexandre, “a Transnordestina deixou de ser uma promessa de longo prazo para se consolidar como uma realidade operacional”. Ele destacou o aporte de R$ 700 milhões provenientes do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrado pelo MIDR, como essencial para a viabilização da obra. Desde 2023, os investimentos do FDNE ultrapassaram R$ 5,3 bilhões, além da liberação de R$ 800 milhões oriundos do leilão do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor). No dia 22 de dezembro, foram liberados R$ 700 milhões para garantir a continuidade das obras e execução dos contratos em andamento, conforme explicou Fabíola Furtado Barros, secretária substituta da SNFI.
Atualmente, a Transnordestina conta com 100% de sua execução contratada. Recentemente, foram assinadas as ordens de serviço dos lotes 9 (Baturité–Aracoiaba, com 46 km) e 10 (Aracoiaba–Caucaia, com 51 km), considerados trechos de maior complexidade técnica e fundamentais para a conclusão da Fase 1 do projeto, prevista para 2027. José Alberto da Silva Filho, assessor da SNFI, ressaltou que os valores liberados visam manter o ritmo acelerado das obras e garantir a ligação da ferrovia com o Porto de Pecém (CE). Com cerca de 1.200 quilômetros de extensão, a Transnordestina é um dos principais projetos estruturantes do Nordeste, integrando regiões produtoras do interior aos portos do litoral, ampliando a competitividade logística, reduzindo custos de transporte e impulsionando o desenvolvimento econômico regional, além de gerar emprego e renda e contribuir para a redução das desigualdades.
Da redação do Jornal Panorama
Com informações: Agência Gov
Imagem: Yasmin Fonseca/MIDR
Jornal Panorama Minas – Grande Circulação no Estado de Minas Gerais – Noticiando o Brasil, Minas e o Mundo – 51 anos de jornalismo ético e profissional
