Com o início das férias escolares, os pais e cuidadores devem redobrar a atenção com as crianças para evitar acidentes domésticos. Entre janeiro e junho de 2025, o Hospital João XXIII (HJXXIII), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), registrou 2.600 atendimentos a crianças, sendo os casos mais comuns quedas da própria altura, ingestão de corpos estranhos (como peças pequenas, grãos e objetos) e queimaduras.
As crianças com idades entre 0 e 5 anos são as mais vulneráveis a esses acidentes, representando quase metade dos atendimentos na unidade, com 1.263 ocorrências no primeiro semestre deste ano. O tipo de acidente mais frequente nesta faixa etária foi a ingestão de corpos estranhos, com 556 casos.
Embora as crianças mais velhas pareçam mais independentes, também estão sujeitas a acidentes em casa. Um exemplo é o caso de Davi Lucas, de 11 anos, que caiu de uma escada, sofreu traumatismo craniano e trincou o dedo mindinho. Sua mãe, Rosalva Neves, contou que, após o acidente, foi necessário levar o filho rapidamente ao hospital, onde o atendimento foi fundamental para sua recuperação.
O coordenador do Trauma Pediátrico do Hospital João XXIII, André Marinho, alertou sobre os riscos de queimaduras nas férias, destacando que é comum que as crianças acessem a cozinha sem a supervisão de um adulto. Para reduzir os riscos, ele recomenda que os pais utilizem as bocas de trás do fogão para cozinhar, além de trancar produtos de limpeza e medicamentos e instalar telas de proteção nas janelas e perto das escadas.
Marinho também enfatizou a importância de equipamentos de segurança, como capacetes, joelheiras e cotoveleiras, para as brincadeiras com patins, bicicleta e patinete, além de sempre contar com a supervisão de um adulto.
Em caso de acidentes, o médico recomenda algumas medidas de primeiros socorros. Se a criança sofrer uma queda e bater a cabeça, deve-se mantê-la acordada até a chegada de atendimento médico. No caso de queimaduras, o ideal é colocar a área afetada sob água corrente em temperatura ambiente. Em caso de intoxicação, a criança deve ser levada rapidamente a um hospital, e não se deve induzir o vômito nem oferecer alimentos ou líquidos. Para qualquer emergência, o Samu pode ser acionado.
Da redação do Jornal Panorama
Com informações: Estado de Minas
Imagem: Reprodução Redes Sociais
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