Em Soure, no arquipélago do Marajó, crianças nadam com búfalos em áreas alagadas e aprendem a adestrar os animais desde cedo. O cenário cotidiano reflete a centralidade do búfalo na vida local. O município, junto com Chaves e Cachoeira do Arari, concentra o maior rebanho de búfalos do Brasil, com estimativas que variam entre 650 mil e 800 mil cabeças.
Diante da importância do animal para a economia e cultura da região, a família da Fazenda e Empório Mironga, localizada em Soure, planeja implantar o primeiro Centro de Estudos da Bubalinocultura do país. A proposta é criar uma “universidade do búfalo”, com foco em pesquisas sobre genética, manejo, aproveitamento do leite, couro e carne, além de envolver áreas como turismo e alimentação. O projeto ainda não tem data definida para início.
Enquanto a universidade não se concretiza, a fazenda mantém o projeto “Vivência Mironga”, voltado ao turismo pedagógico. Desde 2017, visitantes podem conhecer o cotidiano da produção de queijo de leite de búfala e práticas agroecológicas no local. Em setembro, a fazenda recebeu um recorde de 400 visitantes. O queijo do Marajó, feito com leite cru e técnicas tradicionais, foi o primeiro da região a receber inspeção oficial em 2013 e já conta com Indicação Geográfica concedida pelo INPI.
Em outro ponto de Soure, o Café Dona Bila, comandado pela empreendedora Lana Correia, alia a culinária nordestina com sabores paraenses, como o queijo marajoara e a carne de búfalo. O café, que começou como delivery em 2023, agora se firma como espaço de memória afetiva e valorização dos ingredientes locais. Para a COP30, que ocorrerá em Belém, Lana criou pratos especiais com foco em sustentabilidade e cultura regional.
Da Redação Com informações da Agência Brasi
lFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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