O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi solto nos Estados Unidos após permanecer detido por dois dias por agentes de imigração, na cidade de Orlando, no estado da Flórida, em ocorrência registrada no dia 15 de abril.
Ramagem havia sido abordado na segunda-feira, dia 13, por agentes do Immigration and Customs Enforcement, conhecido pela sigla ICE, responsável pela fiscalização migratória no país. Após a detenção, o nome do ex-parlamentar deixou de constar nos registros oficiais de presos da região, indicando a liberação.
As autoridades norte-americanas não divulgaram os motivos que levaram à soltura, e também não há informações detalhadas sobre a atual situação migratória do ex-deputado.
Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira e é alvo de um pedido formal de extradição feito pelo governo do Brasil aos Estados Unidos. Ele foi condenado por envolvimento em uma trama golpista investigada no país.
Segundo informações da Polícia Federal do Brasil, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) deixou o Brasil em setembro do ano passado, mesmo estando proibido de sair do país por decisão do Supremo Tribunal Federal. A fuga ocorreu pela fronteira com a Guiana, de onde seguiu viagem para território norte-americano.
A condenação inclui pena superior a 16 anos de prisão por crimes relacionados à tentativa de ruptura institucional. Após a saída do país, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato parlamentar, conforme prevê a Constituição em casos de condenação criminal.
A detenção nos Estados Unidos ocorreu por questões migratórias, o que não implica automaticamente na extradição. O processo depende de análise das autoridades americanas e pode envolver alternativas como deportação ou avaliação de eventual pedido de asilo.
O caso ocorre em meio à cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos em investigações de natureza criminal e reforça a complexidade dos trâmites jurídicos envolvendo cidadãos condenados que deixam o país.
A possível extradição de Ramagem segue em aberto e dependerá de decisões das autoridades norte-americanas, o que pode impactar diretamente o cumprimento da pena imposta pela Justiça brasileira.
Por: Jonatan Daniel, com informações da EBC
Foto: Gustavo Moreno
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