Autoridades militares dos Estados Unidos estariam avaliando possíveis opções para atacar traficantes de drogas dentro da Venezuela, segundo revelou a NBC News nesta sexta-feira (26). A informação gerou alerta entre especialistas em relações internacionais, que apontam o risco de violação do direito internacional e de uma forte reação política em toda a América Latina.
Em entrevista à CNN, o professor Leonardo Trevisan, da ESPM, afirmou que a justificativa de combate ao narcotráfico não se sustenta juridicamente. Segundo ele, não há provas inquestionáveis que justifiquem uma intervenção armada no território venezuelano. “São ilações. Não há confirmação sobre conexões diretas entre o governo da Venezuela e os cartéis”, destacou.
Trevisan relembra que a América Latina tem um histórico de oposição a ações militares estrangeiras na região, como ocorreu nas intervenções no Panamá na década de 1990 e durante o governo de Ronald Reagan. Qualquer incursão dos EUA poderia isolar Washington diplomaticamente no continente.
O especialista também destacou o desequilíbrio militar entre os dois países. A marinha venezuelana é considerada limitada, com apenas duas fragatas e alguns barcos-patrulha antigos. Em contraste, o poder naval dos EUA equivale ao de 40 marinhas combinadas, segundo o Instituto de Estudos Estratégicos de Londres.
Da Redação Com informações da CNN Brasil.
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