As autoridades italianas seguem mobilizadas para localizar e prender a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que se encontra foragida desde o fim de maio, quando deixou o Brasil dias após ter sido condenada à prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o embaixador brasileiro na Itália, Renato Mosca, uma das linhas de investigação aponta que a parlamentar teria alugado um imóvel nos arredores de Roma. No entanto, ao verificar o endereço, a polícia local não encontrou ninguém no local.
A Interpol incluiu o nome da deputada na lista de difusão vermelha no início do mês, após pedido da Polícia Federal e decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O mandado de prisão, homologado pela Justiça italiana, autoriza sua detenção imediata, embora não permita buscas domiciliares ou o ingresso forçado em residências e hotéis. Por isso, os agentes monitoram a localização de Zambelli, mas não podem agir em locais privados sem autorização judicial específica. Além de Roma, investigações também apuram a possibilidade de que ela esteja escondida na região de Nápoles.
Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de reclusão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça e pela emissão de documentos falsos, incluindo um mandado de prisão fraudulento contra o próprio ministro Alexandre de Moraes. Segundo Renato Mosca, assim que a prisão for efetuada, será possível dar andamento ao processo de extradição. Ele destacou que a deputada terá direito à ampla defesa, podendo recorrer da decisão judicial italiana. Ao final do processo, caberá ao Ministério da Justiça da Itália decidir se autoriza ou não a extradição.
O embaixador afirmou confiar no acolhimento do pedido brasileiro, lembrando que o histórico de cooperação entre os dois países tem sido positivo. Como exemplo, citou a extradição recente dos mafiosos Vicenzo Pasquino e Rocco Morabito, extraditados do Brasil para a Itália, o que, segundo ele, fortalece a expectativa de reciprocidade. Mosca ressaltou que a parlamentar é condenada por crime comum, o que reforça a legitimidade do pleito brasileiro junto às autoridades italianas.
Com informações: G 1
Imagem: Lula Marques/ EBC
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