A Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas foi aprovada nesta sexta-feira (7/11) por 43 países e pela União Europeia, ao final da Cúpula do Clima realizada em Belém (PA). O documento propõe colocar as populações mais vulneráveis no centro das políticas climáticas globais, reforçando a conexão entre justiça social e ação ambiental.
A declaração destaca que os impactos das mudanças climáticas recaem de forma desproporcional sobre comunidades empobrecidas, que frequentemente não têm acesso à proteção social. O texto defende o fortalecimento desses sistemas e o financiamento de iniciativas que garantam meios de subsistência sustentáveis, com foco em agricultores familiares, comunidades tradicionais e povos da floresta.
Também foram aprovadas a Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental, que reconhece a crise ecológica como uma questão de justiça racial, e duas outras iniciativas: a Declaração sobre a Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono e o Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis, que visa quadruplicar a produção e uso desses combustíveis até 2035.
A Cúpula antecede a COP30, que será realizada em Belém entre 10 e 21 de novembro, e reforça os compromissos multilaterais diante da urgência da crise climática.
Da Redação Com informações da Agência Brasil
Foto: Ricardo Stuckert
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