O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou em Brasília, na quarta-feira (3/12), uma resolução que define princípios e diretrizes para a incorporação da justiça climática e do combate ao racismo ambiental nas políticas públicas. A deliberação ocorreu durante a 148ª reunião ordinária do órgão, realizada na sede do Ibama.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a medida padroniza conceitos como justiça climática, racismo ambiental e letramento racial e de gênero, reconhecendo a necessidade de atualização contínua diante dos avanços científicos e das mudanças observadas nos impactos climáticos.
O texto garante visibilidade e proteção a grupos vulnerabilizados, incluindo povos indígenas, comunidades tradicionais, populações negras e moradores de áreas periféricas expostas a riscos ambientais. A proposta foi construída por entidades ambientalistas, com apoio de mais de 70 organizações da sociedade civil, e discutida ao longo de 2024 e 2025 na Câmara Técnica de Justiça Climática do Conama.
A ministra Marina Silva enviou mensagem em vídeo destacando o relatório GEO Brasil 2025, lançado durante a COP30, que apresenta diagnóstico ambiental elaborado pelo MMA em parceria com FGV, Ipea e PNUMA.
Da Redação
Com informações do Ministério do Meio Ambiente
Foto: Rogério Cassimiro/MMA
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