De acordo com a Síntese de Indicadores Sociais divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (3), o Brasil registrou a saída de mais de 8,6 milhões de pessoas da faixa da pobreza entre 2023 e 2024, considerando renda per capita familiar acima de R$ 694 mensais. No mesmo período, outras 1,9 milhão de pessoas deixaram a extrema pobreza. Assim como em todo o país, o movimento é associado ao aumento da renda e à geração de emprego, especialmente nas micro e pequenas empresas.
O presidente do Sebrae, Décio Lima, destacou que o empreendedorismo tem desempenhado papel fundamental neste processo, acompanhado por políticas públicas de estímulo à inclusão social. Ele lembrou que, somente em 2024, os pequenos negócios responderam por mais de 1,2 milhão de empregos, número próximo ao total de trabalhadores do Bolsa Família que ingressaram no mercado de trabalho no ano.
Dados do IBGE também indicam que programas sociais tiveram impacto direto na redução da vulnerabilidade: sem os benefícios, a extrema pobreza subiria de 3,5% para 10% da população. Para ampliar o suporte a esse público, o Sebrae e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social firmaram acordo que prevê integração de informações e ações voltadas à promoção socioeconômica das famílias inscritas no Cadastro Único.
Levantamento realizado a partir da parceria mostra que 55% dos microempreendedores individuais registrados no CadÚnico decidiram empreender após o cadastro. Atualmente, 4,6 milhões de inscritos são MEI e 34% já receberam atendimento do Sebrae, grupo que apresenta maior percentual de empresas ativas em comparação aos que não utilizaram os serviços da entidade.
Da Redação
Com informações da Agência Sebrae
Foto: Aaron Favila/Agência Pública
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