O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal durante a madrugada desta terça-feira (6) e sofreu uma queda dentro da cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A informação foi divulgada inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e confirmada pelo médico do político, Claudio Birolini.
De acordo com o cirurgião, Bolsonaro teve um traumatismo cranioencefálico leve, caracterizado como concussão — uma lesão temporária causada por impacto na cabeça, geralmente sem danos graves, mas que exige atenção médica para evitar complicações.
Segundo relatos, o ex-presidente se sentiu mal enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel da cela. Ele não teria solicitado ajuda aos agentes da Polícia Federal, e a lesão só foi identificada na manhã desta terça. O médico responsável recomendou que Bolsonaro permanecesse sob observação médica.
Pedido da defesa
A defesa de Bolsonaro acionou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para transferência imediata ao hospital DF Star, em Brasília, para realização de exames clínicos e de imagem. No documento, os advogados afirmam que o quadro apresenta risco concreto à saúde do ex-presidente e pedem que ele seja acompanhado por sua equipe médica sob escolta policial para evitar agravamento.
Até a última atualização, o ministro ainda não havia respondido ao pedido. Michelle Bolsonaro informou que estava a caminho do hospital aguardando a autorização.
Contexto recente de saúde
O acidente ocorre seis dias após Bolsonaro receber alta de um período de nove dias internado, em que passou por procedimentos médicos para tratar hérnia inguinal bilateral e um quadro persistente de soluços, além de endoscopia que identificou esofagite e gastrite.
O ex-presidente retornou à Superintendência da PF na quinta-feira (1º), após a internação. Em 31 de dezembro, a defesa havia pedido ao STF que ele cumprisse a pena em prisão domiciliar, mas o pedido foi negado pelo ministro Moraes.
Posição da Polícia Federal
A PF informou que o médico da corporação avaliou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar imediato, recomendando apenas observação. Posteriormente, a corporação esclareceu que qualquer transferência dependeria de autorização do STF.
Com Informações das redes sociais/ foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil
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