O comércio brasileiro deve registrar um faturamento recorde de R$ 5,4 bilhões na Black Friday deste ano, cuja data principal ocorre na próxima sexta-feira (28). A projeção é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que aponta forte aquecimento nas vendas e consolida o evento como um dos mais importantes do varejo nacional. Apenas dois segmentos devem responder por quase metade desse total: eletroeletrônicos e utilidades domésticas devem somar R$ 1,24 bilhão, enquanto móveis e eletrodomésticos devem alcançar R$ 1,15 bilhão.
Com a alta na procura por esses produtos, a Cemig alerta que o desconto obtido na compra pode se tornar prejuízo se o consumidor não observar a eficiência energética do equipamento. Segundo Welhiton Adriano, engenheiro de Eficiência Energética da companhia, muitos clientes se concentram apenas no preço promocional e acabam adquirindo aparelhos que gastam mais energia ao longo de toda a vida útil.
Ele explica que a decisão consciente passa pela análise da potência do equipamento e pelo tempo médio de uso. Há duas formas de economizar: reduzir o tempo de funcionamento ou optar por modelos mais eficientes. Equipamentos semelhantes devem ser comparados pelo consumo, e o mais econômico tende a trazer vantagens no longo prazo. Um produto mais barato, mas pouco eficiente, pode gerar custos extras por anos na conta de luz.
Durante a Black Friday, modelos muito baratos podem denunciar baixa eficiência. Para evitar enganos, é essencial conferir a tabela Ence (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia), do Inmetro, que classifica os aparelhos de A (mais eficientes) a G (menos eficientes). Em compras on-line, o cuidado deve ser maior, já que muitos sites não exibem esses dados. Nesses casos, é recomendado verificar o modelo diretamente no site do fabricante.
A Cemig reforça ainda que escolher um equipamento ineficiente pode transformar o desconto em um gasto contínuo. Segundo Adriano, o consumidor, sem perceber, pode assumir um “aluguel mensal” na conta de luz. “Um aparelho que gasta mais energia funciona como um aluguel escondido: a cada mês, ele cobra um valor extra na conta de luz. Quando somamos esse custo ao longo de dez ou 15 anos de uso, o prejuízo pode ser bastante grande”, afirma.
Para produtos usados diariamente, como geladeiras, máquinas de lavar e televisores, a diferença acumulada pode anular rapidamente a economia inicial — e até gerar prejuízo.
Da Redação do Jornal Panorama
Com as informações da Agência Minas
Foto: AS Photography
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