A educação no Brasil apresentou avanços em 2024, mas ainda não atingiu algumas das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE) em 2014. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 13 de outubro, a faixa etária de 6 a 14 anos foi a única a alcançar a universalização do acesso, com 99,5% das crianças e adolescentes dessa faixa etária frequentando a escola.
Em comparação, em 2016, esse número era de 99,2%. No entanto, outras faixas etárias, como as de 4 e 5 anos e de 15 a 17 anos, ainda não alcançaram os percentuais desejados, com 93,4% e 93,4%, respectivamente, em 2024.
A meta do PNE também prevê que 50% das crianças de 3 anos ou menos estejam matriculadas em creches e escolas até dezembro deste ano. Em 2024, o índice chegou a 39,8%, um aumento em relação a 30,3% registrado em 2016, mas ainda distante da meta. O IBGE aponta que, em grande parte dos casos, a decisão de não matricular as crianças na educação infantil está relacionada à escolha das famílias, com 63,6% das crianças de até 1 ano fora da creche por opção dos pais ou responsáveis. O estudo revela que a razão de não atingir a meta para as crianças de até 3 anos parece ser cultural, com 53,3% dos pais de crianças de 2 e 3 anos optando por não matricular seus filhos.
Além disso, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) analisou a taxa de frequência líquida, que indica a parcela da população na faixa etária que frequenta o ciclo escolar adequado. Para as crianças de 6 a 14 anos, a taxa era de 94,5% em 2024, abaixo da meta do PNE de 95%, com uma queda significativa desde 2019, quando chegou a 97,1%. Já para os adolescentes de 15 a 17 anos, a taxa subiu para 76,7% em 2024, ainda abaixo da meta de 85%. Para a faixa etária de 18 a 24 anos, o acesso ao ensino superior também não atingiu a meta de 33%, alcançando apenas 27,1% em 2024. Apesar dessas limitações, o país tem avançado no combate ao analfabetismo, com a taxa para pessoas de 15 anos ou mais ficando em 5,3% em 2024, abaixo dos 5,4% de 2023.
Com informações: Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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