Após 25 dias de intensa imersão artística na Europa, o coreógrafo, professor e produtor cultural Alan Keller, de Sete Lagoas, retorna ao Brasil com novas experiências, parcerias e aprendizados que fortalecem sua trajetória internacional. A viagem, realizada entre Alemanha e França, foi viabilizada com recursos do Edital 13/2024 da Política Nacional Aldir Blanc, executado pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG).
Reconhecido por seu trabalho à frente da Cia. Jovem de Paraopeba e como um dos curadores do FENAR Brasil – Festival Nacional de Arte de Rua, Keller transita entre os universos da criação coreográfica, da docência e do carnaval do Rio de Janeiro. Seu intercâmbio buscou ampliar conexões entre artistas, instituições e práticas culturais que aproximam o público europeu da arte produzida em Minas Gerais.
A primeira etapa da viagem aconteceu no Theater Regensburg, importante complexo cultural da Baviera, próximo a Munique. O espaço, que abriga companhias de dança, teatro e música, é o maior teatro municipal multidisciplinar da região, com mais de 700 apresentações anuais e público estimado em 180 mil pessoas. Keller trabalhou diretamente com a companhia Theater Regensburg Tanz, dirigida pelo também mineiro Wagner Moreira, nascido em Barbacena e radicado há mais de duas décadas na Alemanha. Entre os dias 7 e 30 de setembro, Keller ministrou oficinas, acompanhou processos criativos e participou de espetáculos apresentados ao público alemão, vivenciando uma rotina de intercâmbio artístico intenso e colaborativo.
Em seguida, o artista integrou a programação da Biennale de la Danse de Lyon, na França, um dos eventos mais prestigiados da dança contemporânea no mundo. A edição de 2025 teve o Brasil como país convidado de honra, dentro da Temporada Cruzada França-Brasil, e destacou a pluralidade da produção artística brasileira. Keller atuou na performance “Bosque”, da artista Clarice Lima, obra que dialoga com as artes visuais e propõe uma reflexão poética sobre corpo, natureza e mudanças climáticas. Além das apresentações, o artista participou de fóruns, oficinas e encontros com outros criadores, ampliando sua rede de contatos e trocando experiências com artistas de diferentes países.
O intercâmbio foi mais do que uma experiência de formação — representou a afirmação da dança mineira no cenário internacional. Segundo Alan Keller, a oportunidade reforça o papel das políticas públicas de fomento cultural.
“A Biennale de Lyon é uma grande vitrine, e estar com a Cia. de Regensburg é a chance de conhecer a produção europeia e de apresentar a diversidade cultural brasileira — no meu caso, a mineira, que é gigante. Este edital cumpre um papel fundamental ao reafirmar que a arte deve ser difundida”, destacou o artista.
Com o retorno ao Brasil, Keller pretende aplicar os conhecimentos adquiridos em projetos de formação e criação, ampliando o alcance de suas ações culturais e fortalecendo o intercâmbio entre Minas Gerais e o mundo. Sua trajetória reafirma o compromisso de artistas mineiros com uma arte plural, conectada e transformadora.
Da Redação do Jornal Panorama
Fotos: Divulgação
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