A participação de Alpinópolis na FLIPOÇOS, na última terça-feira, marcou um movimento de afirmação cultural do município em um dos espaços de diálogo literário da região. O convite da organização do evento foi motivado pelo reconhecimento de Alpinópolis como cidade-referência do Caminho Narradora América Krauss, condição que deu visibilidade à presença do município no encontro.
A agenda contou com a presença do prefeito Rafael Freire e do secretário de Cultura, Lazer e Turismo, Zgê Geraes. Ao representar o município, os dois reforçaram o compromisso da administração com a valorização da história, da cultura e da literatura, áreas apontadas como estratégicas para a construção de novas conexões e para o fortalecimento da identidade local.
Outro destaque do encontro foi a recepção feita por Adriana Manucci, apresentada como anfitriã poços-caldense, professora, escritora e poetisa. A menção à trajetória da anfitriã também ajuda a situar o ambiente de intercâmbio promovido pela FLIPOÇOS, ao aproximar Alpinópolis de nomes ligados à produção literária regional.
Mais do que uma participação protocolar, a presença no evento foi tratada como uma oportunidade de ocupação de espaços de criação, troca e articulação. Ao afirmar o desejo de ampliar essa inserção, Alpinópolis sinaliza que pretende transformar o reconhecimento atual em parcerias futuras capazes de consolidar ações no campo cultural.
Esse direcionamento aparece de forma mais objetiva na referência à 2ª Feira Literária de Alpinópolis, prevista para 2027. A experiência vivida na FLIPOÇOS surge, assim, como inspiração para fortalecer uma agenda própria, conectada à circulação cultural em Minas Gerais e à valorização da produção intelectual da região.
A presença de Alpinópolis no evento reafirma, portanto, uma estratégia de projeção cultural que combina reconhecimento externo, articulação institucional e planejamento de médio prazo, com foco em ampliar a participação do município em iniciativas voltadas à literatura e à memória regional.
Ao associar a participação ao propósito de “levar mais cultura por Minas Gerais”, a administração também coloca a política cultural em um plano de circulação e reconhecimento mais amplo. Isso indica que a presença em eventos como a FLIPOÇOS não se limita à representação simbólica, mas pode funcionar como etapa de aproximação entre municípios, agentes culturais e projetos literários com potencial de desdobramento nos próximos anos.




Da Redação do Jornal Panorama
Com informações e fotos de: @rafael.freire.alp/Facebook
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