A valorização da memória indígena no Sul de Minas é o tema de um projeto desenvolvido por uma estudante do curso de Letras – Língua Portuguesa (Bacharelado) da UNIFAL-MG, com foco no Museu de Arqueologia Indígena Antônio Adauto Leite, em Carmo do Rio Claro.
O trabalho foi idealizado por Júlia Vitória Mendonça e propõe uma reflexão sobre a relação entre literatura, cinema documental e memória coletiva, a partir da análise de narrativas ligadas à história local.
Durante o desenvolvimento da pesquisa, a estudante realizou coleta de depoimentos, investigou a presença e a memória indígena na região e analisou a importância de espaços culturais na preservação dessas histórias, com destaque para o papel do museu.
Pesquisa sobre memória e território
No estudo, Júlia também se debruçou sobre a trajetória de Antônio Adauto Leite, responsável por reunir o acervo que originou o museu. Ele é lembrado como um importante guardião da memória local, tendo dedicado mais de cinco décadas à coleta de vestígios arqueológicos encontrados principalmente nas margens da represa de Furnas.
Museu e preservação cultural
O Museu de Arqueologia Indígena Antônio Adauto Leite passou por reformas recentes realizadas pela Prefeitura Municipal de Carmo do Rio Claro, incluindo melhorias estruturais como reforma do telhado, banheiros, instalação de forro, manutenção elétrica, pintura geral e preparo do piso para envernizamento.
As intervenções foram realizadas durante as comemorações dos 148 anos do município, com o objetivo de valorizar o espaço e reforçar o compromisso com a preservação da história e da cultura local.
A iniciativa acadêmica de Júlia Vitória Mendonça foi destacada como uma contribuição importante para a valorização da memória indígena e do patrimônio histórico de Carmo do Rio Claro.
Fonte e foto: Prefeitura de Carmo do Rio Claro
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