A Polícia Federal apura um suposto esquema de pagamentos mensais ligados ao Banco Master envolvendo o senador Ciro Nogueira. As informações fazem parte da quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
De acordo com a investigação, mensagens interceptadas entre o empresário Daniel Vorcaro e o operador financeiro Felipe Vorcaro indicariam a existência de repasses periódicos destinados ao senador.
Em uma das conversas analisadas pela PF, Felipe questiona se os pagamentos continuariam no valor de R$ 500 mil ou seriam reduzidos para R$ 300 mil, em referência a valores que estariam sendo enviados regularmente.
Segundo os investigadores, os recursos teriam sido transferidos por meio de operações envolvendo empresas ligadas à família Vorcaro e a CNLF Empreendimentos, apontada como veículo patrimonial relacionado ao senador.
A apuração também investiga a atuação parlamentar de Ciro Nogueira em propostas de interesse do banco. Entre os pontos analisados está a apresentação da Emenda nº 11 à PEC 65/2023, protocolada em 2024, que propunha elevar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
A PF afirma que o texto da emenda teria sido elaborado por integrantes ligados ao Banco Master antes de ser apresentado oficialmente no Senado.
O Supremo Tribunal Federal, por decisão do ministro André Mendonça, determinou medidas cautelares no âmbito da operação, incluindo suspensão de empresas investigadas e monitoramento de envolvidos.
A defesa de Ciro Nogueira informou que o senador pretende colaborar com as investigações e negou participação em qualquer atividade ilegal.
Fonte e foto: Polícia Federal
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