A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais apresentou, nesta quarta-feira, os resultados da terceira fase da Operação Baco, ação coordenada para combater a fabricação e a comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas ou sem registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária.
Durante os 30 dias de operação realizados ao longo de abril, equipes das forças de segurança e órgãos fiscalizadores vistoriaram 29 estabelecimentos em Belo Horizonte e cidades da Região Metropolitana, incluindo Betim, Contagem e Nova Lima.
Os alvos da operação envolveram bares, depósitos e estabelecimentos comerciais localizados inclusive no Mercado Central da capital mineira. Um dos pontos fiscalizados foi um imóvel no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, que já havia sido alvo de ações anteriores da operação. Na segunda fase, o local registrou a apreensão de cerca de 79 mil litros de bebidas suspeitas de adulteração.
Nesta nova etapa, as equipes inutilizaram mais de 1,7 mil garrafas, barris, galões e dornas utilizados no armazenamento das bebidas. Além disso, quase 2 mil litros de produtos irregulares foram apreendidos durante as fiscalizações.
As ações também resultaram na emissão de nove autos de infração e cinco termos de apreensão, fiscalização e interdição cautelar de estabelecimentos.
Segundo o superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Bernardo Naves, parte das bebidas apreendidas ainda será submetida à análise laboratorial para confirmação de possíveis adulterações e identificação de irregularidades nos produtos comercializados.
O representante da secretaria destacou que o trabalho pericial é essencial para identificar alterações químicas e garantir segurança ao consumidor, já que bebidas falsificadas podem representar sérios riscos à saúde pública.
Bernardo Naves também alertou que, embora os destilados sejam frequentemente associados às fraudes, outros tipos de bebidas alcoólicas, como cervejas, também podem ser alvo de falsificação.
A coletiva de apresentação dos resultados contou ainda com a participação da delegada Renata Rodrigues de Oliveira Batista, da Polícia Civil, e do porta-voz da Polícia Militar de Minas Gerais, capitão Rafael Veríssimo, que reforçaram a importância da atuação integrada entre os órgãos de fiscalização e segurança.
A operação reuniu agentes das polícias Federal, Militar e Civil, além de equipes do Instituto Mineiro de Agropecuária, Receita Federal, Ministério da Agricultura e Pecuária, Ministério Público de Minas Gerais, Secretaria de Estado da Fazenda e Vigilância Sanitária. Ao todo, 91 agentes participaram das ações realizadas durante o período operacional.
A Sejusp informou que a Operação Baco terá continuidade em Minas Gerais, ampliando o combate à comercialização de bebidas irregulares e reforçando a fiscalização em estabelecimentos comerciais de diferentes regiões do estado.
Por: Jonatan Daniel com informações da Agência Minas
Foto: Sejusp
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