Santos Dumont recebeu, no dia 25 de abril, o I Fórum de Memória Ferroviária da Mantiqueira, realizado na antiga Estação Central. A programação reuniu a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, a Secretaria Municipal de Turismo, a Associação Locomotiva Zezé Leone e a Associação Cultural Brasil Ferroviário em uma celebração dedicada à preservação da memória ferroviária do município.
O evento marcou o “Despertar da Zezé Leone”, com a inauguração do novo apito da locomotiva, e também a entrega da Medalha Mérito Ferroviário Zezé Leone. A antiga Estação Central foi apresentada como espaço simbólico dessa memória: em sua fundação, em 1877, contou com a presença do Imperador Dom Pedro II e se consolidou como cenário do trabalho de gerações de ferroviários.
A abertura oficial foi feita pelo prefeito Pacífico Júnior. O especialista Lucas Evaristo, da Associação Cultural Brasil Ferroviário, conduziu o tema Santos Dumont e a história da ferrovia, abordando a importância dos trilhos para o crescimento econômico e social. Também participaram Carlos Bogéa, representante da ACBF, e Leonardo Feiser, presidente da Associação Locomotiva Zezé Leone, que apresentou o projeto de turismo ligado à locomotiva.
A Medalha Mérito Ferroviário Zezé Leone homenageou maquinistas, ex-ferroviários, preservadores, pesquisadores e profissionais ligados ao setor ferroviário, incluindo nomes lembrados in memoriam. Entre os reconhecidos estiveram trabalhadores da antiga Rede Ferroviária Federal, profissionais ligados à MRS, à VALE, ao SENAI e a empresas do setor, além de pesquisadores e colecionadores dedicados à preservação histórica. Também foram agraciados com medalha e certificado de honra os torneiros mecânicos Sandro Nery e Rogério Teixeira Nunes, responsáveis pela confecção do novo apito.
O momento central ocorreu com o som do novo apito da Zezé Leone. A locomotiva permaneceu por décadas sem esse símbolo, depois que o apito original desapareceu na década de 1980, quando a máquina estava desprotegida fora do depósito. Na restauração de 2008, a substituição ainda não havia sido possível, e a promessa de uma peça nova não se concretizou. A fabricação feita por Sandro Nery devolveu à locomotiva um elemento sonoro de forte valor histórico e afetivo.
Segundo o secretário Inácio Crescêncio Barbosa, “A Zezé Leone despertou. E que este som ecoe como um chamado à valorização e ao fortalecimento da ferrovia no Brasil”. A programação contou ainda com a abertura da Exposição Ferroviária no Centro Cultural Paulo de Paula e com uma mostra de maquetes e miniaturas ligadas à grandeza das ferrovias.






Da Redação do Jornal Panorama
Com informações e fotos de: Prefeitura de Santos Dumont
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