O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu abrir, por unanimidade, um processo administrativo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi, após recomendação de uma comissão de sindicância interna que apura denúncias de assédio sexual envolvendo o magistrado.
A decisão foi tomada pelo plenário do Superior Tribunal de Justiça na terça-feira, 14 de abril de 2026, e ocorre enquanto o ministro permanece afastado de suas funções. O processo tem como objetivo investigar a conduta de Buzzi no âmbito administrativo.
Segundo as denúncias, o ministro teria tentado agarrar uma jovem durante um banho de mar, em um episódio ocorrido em janeiro deste ano, na cidade de Balneário Camboriú, onde ele passava férias com a família da vítima. O caso ganhou repercussão após vir a público, levando à abertura de apuração interna no tribunal.
Posteriormente, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro também apresentou denúncia, relatando ter sido alvo de assédio sexual, o que ampliou a gravidade das investigações em curso.
Paralelamente à apuração administrativa, o caso também passou a ser investigado na esfera criminal. O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito para investigar os fatos, considerando o foro privilegiado de Marco Buzzi.
O processo disciplinar no STJ e o inquérito no STF devem apurar as circunstâncias das denúncias, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório. As investigações seguem em andamento.
O caso reforça a importância de mecanismos institucionais de apuração e responsabilização no âmbito do Judiciário, especialmente em situações que envolvem denúncias graves e de interesse público.
Fonte: Agência Brasil
Imagem: Sergio Amaral
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