No Vale do Rio Doce, na divisa leste de Minas Gerais, Cuparaque carrega no próprio nome uma herança indígena: “onça-pintada”. O significado traduz a força simbólica do território, marcado por formações rochosas imponentes, patrimônio espeleológico e paisagens que revelam traços de ancestralidade. O município destaca-se como destino voltado ao turismo de natureza e aventura, mantendo viva a conexão entre cultura e ambiente natural.
A geografia local é dominada por grandes elevações que funcionam como verdadeiras sentinelas de pedra. Entre elas está a Pedra do Pescoço Mole, um monólito metamórfico situado na rodovia de acesso à cidade e conhecido pela curiosa percepção visual que altera seu formato conforme o ângulo de observação. No distrito de Aldeia, a Pedra do Garrafão compõe uma paisagem expressiva e tornou-se ponto procurado por praticantes de escalada e rapel. Outro destaque é a Pedra de Santa Luzia, formação que atrai visitantes interessados em trilhas e contemplação das montanhas que moldam o horizonte da região.
Além das estruturas que se erguem ao céu, Cuparaque guarda riquezas naturais no subsolo. A Gruta Trilha da Barriguda integra o conjunto de cavernas formadas por processos geológicos ao longo de milhares de anos, compondo parte do patrimônio espeleológico local. O ambiente combina mata nativa, cursos d’água e formações rochosas que reforçam o caráter preservado do município. Já a Cachoeira do Cazim oferece espaço para descanso e contato direto com a água, sendo procurada por moradores e visitantes em busca de tranquilidade diante do clima quente característico da região.
Para quem prefere contemplação próxima ao perímetro urbano, o Mirante Maria do Coco, situado na serra de Cuparaque, proporciona vista panorâmica da cidade e das montanhas vizinhas. O espaço tornou-se ponto de encontro para apreciar o entardecer e observar a extensão verde que cerca o município.
Entre monumentos naturais, cavernas e trilhas, Cuparaque reafirma sua identidade como território de paisagens marcantes e raízes culturais profundas. É um destino onde o nome indígena não é apenas referência histórica, mas símbolo da força da natureza que define o cenário local.




Por: Neil Halley Sallum Guimarães
FONTES: Prefeitura de Cuparaque / Secretaria Municipal de Cultura e Meio Ambiente;
FOTOS: Prefeitura de Cuparaque / CBH SUAÇUI / TRILHAS DO RIO DOCE
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