A comitiva brasileira encerrou neste domingo (22/2) uma visita histórica à Índia, onde a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o presidente Lula consolidaram o papel dos dois países como protagonistas da transição energética global. O grande destaque foi a criação da Rede de Inteligência Planetária Aberta (OPIN), uma parceria que une tecnologia digital e ação climática para acelerar o desenvolvimento sustentável.
O “Mapa do Caminho” contra Combustíveis Fósseis
Marina Silva enfatizou que o Brasil, mesmo sendo um grande exportador de petróleo, já trabalha em um plano nacional para reduzir gradativamente a dependência de combustíveis fósseis.
- Fundo Florestas: A ministra buscou o apoio indiano para o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que já arrecadou US$ 6,7 bilhões para recompensar países que controlam o desmatamento.
- Biocombustíveis: Brasil e Índia, gigantes na produção de etanol e biodiesel, pretendem lutar juntos pela abertura de novos mercados internacionais para esses produtos.
IA para o Bem Comum
Durante a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial, o governo brasileiro defendeu que a IA não deve servir para aprofundar desigualdades, mas sim para fortalecer a democracia e a inclusão social.
- Plano Brasileiro de IA (2024-2028): Os ministros detalharam como o Brasil está usando a tecnologia para modernizar o SUS, a educação pública e a gestão de dados.
- Governança Multilateral: O presidente Lula defendeu que o controle da IA seja global e inclusivo, evitando que apenas poucas nações dominem essa ferramenta estratégica.
Cooperação Bilateral
A visita também marcou a inauguração de um novo escritório da ApexBrasil em Nova Délhi, facilitando negócios entre empresas brasileiras e indianas. Como lembrou o presidente Lula, “as únicas guerras que a humanidade deve lutar são contra a fome, a pobreza e a degradação ambiental”.
Da Redação do Jornal Panorama, com informações da Agência gov.
Foto: Ricardo Stuckert
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