O Brasil registrou cerca de 12,2 mil casamentos entre pessoas do mesmo sexo em 2024, o maior número desde o início da série histórica em 2013. O total representa aumento de 8,8% em relação ao ano anterior, segundo a pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10). No mesmo período, os casamentos entre homens e mulheres somaram 936,7 mil, alta de 0,8%.
O levantamento, baseado em informações de mais de 8 mil cartórios, indica que o crescimento proporcional das uniões homoafetivas foi 11 vezes maior que o das uniões heterossexuais. Desde 2021, o país registra expansão contínua nesse tipo de casamento. A Resolução 175 do Conselho Nacional de Justiça, aprovada em 2013, garante que cartórios não podem recusar a conversão de união estável homoafetiva em casamento.
O aumento foi impulsionado principalmente pelas uniões entre mulheres, que somaram quase 7,9 mil casamentos, crescimento de 12,1%. Entre homens, foram pouco mais de 4,3 mil uniões, alta de 3,3%. Os dados também mostram que, embora tenha havido crescimento geral, o número total de casamentos no país (949 mil) segue abaixo do patamar pré-pandemia, quando ultrapassava 1 milhão ao ano.
A pesquisa aponta ainda que os casais têm se casado mais tarde. Em 2024, a média de idade para solteiros que se casaram foi de 31,5 anos para homens e 29,3 para mulheres. Já entre uniões homoafetivas, a média foi de 34,7 anos para homens e 32,5 para mulheres. Dezembro se manteve como o mês com mais registros, superando 100 mil casamentos.
Da Redação Com informações da Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
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