A ação ocorreu na BR-146, em Poços de Caldas/MG
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prestou socorro a um bebê de 42 dias que chegou à Unidade Operacional de Poços de Caldas/MG com perda de consciência após um episódio de engasgo, no fim da manhã de quinta-feira (04/12).
Por volta das 11h35, a mãe e a tia-avó da criança chegaram na Unidade da PRF, relatando que o bebê, de apenas 42 dias, havia se engasgado, enquanto mamava na mamadeira. A equipe da PRF iniciou imediatamente as manobras de desengasgo, e com isso recobrou a consciência da criança.
Por segurança, o bebê juntamente com os familiares foram encaminhandos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima, cerca de 10km de distância.
Após atendimento médico e exames, a criança foi liberada no início da noite e retornou para casa.
A família percorreu cerca de 5 km, de Laranjeiras de Caldas/MG até a base da PRF, em busca de ajuda.
Desengasgo: novas diretrizes mudam o passo a passo de manobras em bebês, crianças e adultos
A American Heart Association (AHA) atualizou, no mês de outubro/25, suas diretrizes oficiais de primeiros socorros, reanimação cardiopulmonar (RCP) e emergências cardiovasculares.
Entre as principais mudanças está a forma de agir em casos de engasgo com obstrução das vias aéreas, tanto em bebês e crianças quanto em adultos conscientes.
As novas orientações foram publicadas na revista científica Circulation e substituem as de 2020 — marco da última grande revisão. A AHA é a entidade que define os protocolos seguidos mundialmente em cursos de primeiros socorros.
O que muda:
A partir de agora, a recomendação da AHA para vítimas conscientes — crianças e adultos — é alternar cinco pancadas nas costas com cinco compressões abdominais (a conhecida manobra de Heimlich).
Para bebês com menos de 1 ano, o procedimento também foi ajustado: deve-se alternar cinco pancadas nas costas e cinco compressões no peito, usando a base da palma da mão, até que o corpo estranho seja expulso ou até que o bebê perca a consciência.
Segundo a AHA, o objetivo é aumentar a eficácia e reduzir o risco de lesões. Vale reforçar que, nos menores de um ano, as compressões abdominais estão proibidas por poderem ferir órgãos internos.
Fonte e foto: PRF
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