Centenas de lideranças extrativistas de diferentes biomas brasileiros marcharam nesta quinta-feira (13) pelas ruas de Belém em defesa de direitos territoriais e do reconhecimento das reservas de uso sustentável como fundamentais para o equilíbrio ecológico. O ato, chamado Porongaço dos Povos da Floresta, integrou a programação paralela da COP30.
A manifestação reuniu seringueiros, castanheiros, ribeirinhos, pescadores artesanais e quebradeiras de coco, entre outros povos e comunidades tradicionais. Portando porongas acesas, símbolo histórico do movimento extrativista, os participantes lembraram a atuação iniciada na década de 1970 sob a liderança de Chico Mendes, diante de conflitos fundiários e pressões ambientais.
Durante a marcha, representantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas destacaram a importância dos territórios comunitários na conservação ambiental. Segundo dados do CNS, reservas e projetos de assentamento agroextrativistas protegem mais de 42 milhões de hectares, responsáveis por armazenar cerca de 25,5 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente.
O ato teve início na Praça Eneida de Moraes e terminou na Aldeia Cabana, onde o CNS entregou documento à ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, com demandas de reconhecimento dos territórios tradicionais nas metas climáticas brasileiras e internacionais. Em discurso, a ministra ressaltou o papel histórico das comunidades extrativistas na proteção da floresta.
Da Redação
Com informações da Agência Brasil
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
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