Teve início nesta terça-feira (4/11), na Cidade de Goiás (GO), o Congresso Conviver 2025, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como parte do Programa Conviver. O evento segue até quinta-feira (6/11) e reúne professores, estudantes universitários, mestres fazedores de cultura, autoridades e moradores para debater a integração entre habitação popular e preservação do patrimônio cultural brasileiro.
O Programa Conviver oferece assistência técnica gratuita para moradores de baixa renda em cidades históricas, através de canteiros-modelo de conservação. Esses espaços reúnem saber acadêmico e conhecimento tradicional para auxiliar na preservação de imóveis culturais. A proposta é formar comunidades mais conscientes e capacitadas para proteger seu patrimônio. Atualmente, o programa está ativo em 17 cidades, em pactuação em outras oito e com planejamento em mais sete, somando cerca de R$ 23,8 milhões em investimentos desde 2023.
Durante a abertura, no Cine Teatro São Joaquim, o presidente do Iphan, Leandro Grass, ressaltou a importância da educação para a preservação do patrimônio. O primeiro dia de atividades contou com debates promovidos por Iphan, Ipea, Ministério da Cultura e CAU-BR, que discutiram temas como normas em áreas tombadas, políticas públicas para habitação em centros históricos e experiências de preservação em quilombos.
Com representantes de 23 estados, o congresso também inaugurou uma exposição sobre os resultados dos canteiros-modelo pelo país. A Cidade de Goiás, reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 2001, oferece o cenário ideal para as discussões, por reunir um dos maiores conjuntos arquitetônicos tombados do Estado e preservar o espírito do interior goiano.
Da Redação
Com informações da Iphan
Foto: Mariana Alves
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