O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou um plano de paz com 21 pontos para a Faixa de Gaza, exigindo a libertação de todos os reféns mantidos pelo grupo Hamas no prazo de 48 horas após a assinatura de um possível acordo. A proposta traça um roteiro para o futuro da região após o fim da guerra e inclui a retirada gradual das tropas israelenses do território.
De acordo com uma fonte ligada às negociações, cerca de 20 reféns estariam vivos e seriam libertados como parte do acordo. O plano também exclui o Hamas de qualquer papel futuro na administração de Gaza e prevê a criação de dois órgãos de governança interina: um comitê palestino e um grupo internacional de supervisão.
A proposta não define um prazo para que esse grupo internacional transfira o controle de Gaza à Autoridade Palestina (AP), entidade que governa partes da Cisjordânia e cuja participação é rechaçada por Israel. O plano também não endossa diretamente a criação de um Estado palestino, mas reconhece a existência dessa aspiração entre os palestinos.
Apesar do otimismo de Trump, que declarou na sexta-feira (26) que um acordo está “muito perto”, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou a intenção de continuar os ataques até a destruição do Hamas. A proposta dos EUA pode enfrentar resistência dentro do próprio governo israelense, já que contempla elementos contrários à sua política atual.
Da Redação Com informações da CNN Brasil.
Foto: Freepik
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