Quase dois milhões de pessoas precisaram deixar suas casas no sul da China devido à aproximação do supertufão Ragasa, que já provocou a morte de 17 pessoas em Taiwan. A tempestade, que chegou a ser a mais forte do planeta em 2024, atingiu nesta quarta-feira (24) o centro financeiro de Hong Kong e diversas cidades costeiras chinesas com ventos de até 168 km/h.
Em Taiwan, além das mortes, 17 pessoas seguem desaparecidas após o rompimento de uma barragem natural formada por deslizamentos. O colapso liberou 68 milhões de toneladas de água, inundando a cidade de Guangfu e destruindo uma ponte em Hualien. As autoridades locais vinham monitorando o risco desde julho, mas não previam que um tufão aceleraria o processo.
Na província chinesa de Guangdong, cidades como Shenzhen, Guangzhou e Zhuhai reforçaram medidas de segurança. Mais de 10 mil embarcações foram realocadas, e 38 mil bombeiros foram mobilizados. Escolas, empresas e transportes em Hong Kong e Macau suspenderam atividades, e cerca de 885 pessoas procuraram abrigos temporários.
Segundo especialistas, as mudanças climáticas tornam tufões como o Ragasa mais frequentes e intensos. Hong Kong já registrou nove tempestades neste ano, acima da média anual de seis. A temporada de tufões ainda segue em curso, e outra tempestade, chamada Opong, já se forma nas Filipinas.
Foto: wayinnowhere3/Freepik
Da RedaçãoCom informações da CNN Brasil.
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