A arrecadação federal somou R$ 208,8 bilhões em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (23) pela Receita Federal. O valor representa uma queda real de 1,5% em relação ao mesmo mês de 2024, mas ainda é o segundo maior da série histórica iniciada em 1995.
No acumulado de janeiro a agosto, a arrecadação alcançou R$ 1,888 trilhão, alta real de 3,73% e melhor desempenho para o período desde 2000. Considerando apenas as receitas administradas pelo Fisco, o total arrecadado no mês foi de R$ 202 bilhões, queda de 1,53%, enquanto o acumulado do ano chegou a R$ 1,806 trilhão, crescimento real de 4,36%.
Segundo a Receita, a retração de agosto foi influenciada pela base elevada registrada em 2024, quando o adiamento do pagamento de contribuições previdenciárias no Rio Grande do Sul devido às enchentes aumentou a arrecadação em R$ 3,6 bilhões. Além disso, a desaceleração econômica, refletida em indicadores como produção industrial e vendas no varejo, também contribuiu para a redução.
O destaque de agosto foi a arrecadação do IOF, que somou R$ 8,4 bilhões, crescimento real de 35,57% em relação a 2024. O aumento se deve principalmente às operações de crédito para pessoas jurídicas e às saídas de moeda estrangeira, após alterações na legislação. O tema foi alvo de disputas entre Executivo, Legislativo e Judiciário, resultando em decisão do STF que manteve a elevação da alíquota, mas excluiu a cobrança sobre risco sacado.
Da Redação Com informações da CNN Brasil.
Foto: Mateus Andre/Freepik
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