O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo (21) que Israel não permitirá a criação de um Estado palestino. A afirmação ocorre em resposta à decisão recente de Reino Unido, Canadá e Austrália, que anunciaram apoio formal ao reconhecimento do Estado da Palestina.
Em um discurso veiculado por sua assessoria, Netanyahu criticou duramente a iniciativa, classificando-a como uma recompensa ao terrorismo. “Tenho uma mensagem clara para os líderes que reconhecem um Estado palestino após o horrível massacre de 7 de outubro: vocês estão dando um prêmio enorme ao terror”, afirmou o premiê.
Pressão internacional e resposta política
O líder israelense afirmou que tem resistido à criação de um Estado palestino “apesar da imensa pressão, tanto interna quanto externa”, e reiterou sua posição de que tal projeto representaria uma ameaça à segurança de Israel.
“Impedimos o estabelecimento de um Estado terrorista durante anos, com determinação e sabedoria diplomática”, declarou. Ele também mencionou a intensificação das construções em assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada — região que os israelenses frequentemente chamam de Judeia e Samaria. “Dobramos os assentamentos na Judeia e Samaria — e continuaremos nesse caminho.”
Retorno dos EUA e novas medidas
Netanyahu indicou ainda que pretende anunciar novas ações após retornar de sua viagem aos Estados Unidos. “A resposta à mais recente tentativa de impor um estado terrorista sobre nós no coração da nossa terra será dada após meu retorno dos Estados Unidos. Aguardem”, concluiu.
O posicionamento de Netanyahu ocorre em meio a uma crescente onda internacional de apoio ao reconhecimento do Estado palestino, impulsionada pelo agravamento do conflito na Faixa de Gaza e na Cisjordânia desde os ataques de 7 de outubro, que deram início à atual escalada de violência na região.
Com informações da Agência Brasil/ foto: Freepik
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