A decisão da emissora ABC de suspender indefinidamente o programa Jimmy Kimmel Live gerou forte reação em Hollywood. A medida foi tomada após ameaças regulatórias do governo de Donald Trump, motivadas por comentários do apresentador sobre o assassinato do influenciador conservador Charlie Kirk.
Kimmel, conhecido por criticar Trump, afirmou em seu monólogo de segunda-feira (15) que aliados de Kirk estavam utilizando sua morte para fins políticos. A fala levou ao anúncio da suspensão na quarta-feira (17), após a pressão de pelo menos uma afiliada e uma advertência da Comissão Federal de Comunicações dos EUA. O presidente da FCC, Brendan Carr, chegou a pedir que emissoras locais interrompessem a exibição do programa.
Sindicatos como o SAG-AFTRA e os Sindicatos dos Roteiristas da América (East e West) classificaram a suspensão como um ataque à liberdade de expressão, protegida pela Constituição americana. “Silenciar-nos empobrece o mundo inteiro”, disseram os roteiristas em nota conjunta. O ator Ben Stiller também criticou a decisão, escrevendo: “isso não está certo”.
A suspensão é vista como parte de uma série de ações contra figuras públicas que se manifestaram sobre o assassinato de Charlie Kirk. Um suspeito de 22 anos foi preso, mas o motivo do crime ainda não foi esclarecido. O governo Trump, por sua vez, intensificou o discurso contra a mídia, incluindo um processo de US$15 bilhões contra o New York Times.
Da Redação com informações da CNN Brasil
Jornal Panorama Minas – Grande Circulação – Noticiando o Brasil, Minas e o Mundo – 50 anos de jornalismo ético e profissional
