A pressão de grandes empresas dos setores de tabaco, álcool e alimentos ultraprocessados está dificultando que governos adotem políticas de saúde que salvem vidas. A denúncia é da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgada em 18 de setembro de 2025.
Segundo relatório da entidade, ao longo de duas décadas, essas indústrias conseguiram bloquear ou retardar medidas regulatórias em diversos países. Um dos principais motivos apontados é o investimento em lobby e campanhas publicitárias para influenciar decisões políticas e a opinião pública.
O relatório revela que, entre 2000 e 2023, o custo global do consumo de produtos prejudiciais à saúde ultrapassou US$ 2 trilhões por ano, enquanto medidas preventivas poderiam salvar mais de 12 milhões de vidas até 2030. A OMS enfatiza que interesses comerciais têm lucrado com o aumento de mortes e doenças no mundo.
Diante disso, a organização recomenda que governos adotem regras mais firmes sobre conflitos de interesse e impeçam que setores prejudiciais à saúde influenciem políticas públicas. A entidade defende a criação de um tratado internacional para fortalecer a proteção da saúde pública global.
Da Redação com informações da Agência Brasil.
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