Em um marco inédito desde a criação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em 1946, a eleição realizada em 4 de agosto definiu que os três principais cargos da Corte serão ocupados por magistrados nascidos em Minas Gerais. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho assumirá a presidência do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), Guilherme Augusto Caputo Bastos foi eleito vice-presidente, e José Roberto Freire Pimenta será o corregedor-geral da Justiça do Trabalho. A posse oficial está marcada para 25 de setembro de 2025.
Processo eleitoral
Conforme o Regimento Interno do TST, os cargos de presidente e vice-presidente são preenchidos por eleição entre os ministros mais antigos do Tribunal, em número igual ao dos cargos disponíveis, enquanto o corregedor-geral é escolhido entre a primeira quinta parte dos ministros mais antigos. A escolha é feita por maioria absoluta dos 27 ministros, por votação secreta.
Discursos e compromissos
Ao agradecer a confiança dos colegas, o presidente eleito, ministro Vieira de Mello Filho, destacou sua trajetória pessoal e a importância da Justiça do Trabalho para o país. “Desde os 21 anos, meu único sonho foi ser juiz do trabalho”, revelou, citando a inspiração do pai, também ministro do TST, que se aposentou após perder a visão. “Recebo essa função com muita humildade, respeito e responsabilidade, que é um compromisso de vida e de história de família.”
O ministro Caputo Bastos, novo vice-presidente, ressaltou o alinhamento com a nova gestão, destacando o foco no fortalecimento da Justiça do Trabalho. Já o futuro corregedor-geral, ministro José Roberto Freire Pimenta, enfatizou a importância do momento como uma reafirmação institucional, comprometendo-se a atuar com rigor para garantir que os princípios da justiça social e do combate às desigualdades permaneçam centrais na atuação da Justiça do Trabalho.
Conheça o perfil dos integrantes da próxima administração
Ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho
Nascido em Belo Horizonte, ministro do TST desde 2006, formado pela UFMG, ingressou na magistratura trabalhista em 1987. Atuou como desembargador do TRT da 3ª Região e foi convocado 11 vezes para o TST. Presidiu a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat) entre 2018 e 2020 e foi vice-presidente do TST de 2020 a 2022. Atualmente é corregedor-geral da Justiça do Trabalho.
Ministro Guilherme Augusto Caputo Bastos
Natural de Juiz de Fora, é bacharel em Ciências Econômicas pelo UniCEUB e em Direito pela UnB, com pós-graduação e doutorado em áreas relacionadas ao Direito do Trabalho e Desportivo. Ingressou na magistratura trabalhista em 1989 e tornou-se ministro do TST em 2007. Foi corregedor-geral do Trabalho em 2022 e atualmente representa o Tribunal no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Ministro José Roberto Freire Pimenta
Mineiro de São Sebastião do Paraíso, graduado, especialista e doutor em Direito Constitucional pela UFMG. Entrou na magistratura trabalhista em 1988, atuando por quase 22 anos em Minas Gerais antes de ser nomeado ministro do TST em 2010. Também teve atuação docente em pós-graduação na PUC-Minas e no Centro Universitário do Distrito Federal.
Da Redação do Jornal Panorama
Com as informações da Amagis e TSTFoto: Stéfano Pessoa / TST
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