A morte de uma turista brasileira nesta semana expôs os riscos enfrentados por visitantes do Parque Nacional do Monte Rinjani, na Indonésia. De acordo com um relatório divulgado pelo governo local, entre 2020 e 2024, foram registradas oito mortes e cerca de 180 acidentes em trilhas da região. A área é uma das mais procuradas por aventureiros e praticantes de trekking, mas os dados revelam uma escalada preocupante de ocorrências graves.
O caso mais recente envolve uma brasileira que desapareceu após escorregar em um trecho íngreme do monte, na última sexta-feira (20). Após quatro dias de buscas, o corpo foi localizado nesta terça-feira (24). A turista caiu aproximadamente 300 metros abaixo da trilha principal, em uma área de difícil acesso.
Aumento expressivo de acidentes
Os registros oficiais mostram que os acidentes têm aumentado ano após ano, com destaque para o crescimento expressivo em 2024. Veja os números:
2020: 21 acidentes / 2 mortes
2021: 33 acidentes / 1 morte
2022: 31 acidentes / 1 morte
2023: 35 acidentes / 3 mortes
2024: 60 acidentes / 1 morte
Os dados evidenciam que, apenas no último ano, os acidentes quase dobraram em relação a 2022, pressionando autoridades locais a tomar providências.
Trilha interditada e medidas emergenciais
Após o acidente fatal da brasileira, as autoridades indonésias determinaram o fechamento do trecho da trilha onde a queda ocorreu. O governo também solicitou a implementação de um Procedimento Operacional Padrão (POP) voltado à busca, resgate e evacuação de visitantes no parque.
Além disso, estão sendo estudadas novas normas de segurança, como reforço na sinalização dos caminhos, controle do fluxo de visitantes e exigência de guias treinados para grupos que acessam as áreas mais elevadas do monte.
Desafio entre turismo e segurança
O Monte Rinjani, com seus 3.726 metros de altitude, é o segundo vulcão mais alto da Indonésia e atrai milhares de turistas anualmente. Apesar da beleza natural e do apelo para aventureiros, a trilha exige resistência física e preparo técnico. Especialistas em segurança alertam que a estrutura disponível no parque ainda é insuficiente diante do crescimento do turismo.
A tragédia envolvendo a brasileira reacende o debate sobre a responsabilidade de operadoras, guias locais e autoridades na promoção de um turismo seguro em regiões de alto risco geológico e ambiental. A expectativa é de que o episódio sirva como ponto de partida para mudanças efetivas no manejo da visitação ao Monte Rinjani.
Da Redação com Fonte e Informações: CNN
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