O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que militares norte-americanos realizaram bombardeios contra três instalações nucleares no Irã: Fordow, Natanz e Esfahan. Segundo ele, a operação foi concluída com sucesso e as tropas já deixaram o espaço aéreo iraniano. O principal alvo das bombas teria sido a usina de Fordow, uma das instalações mais fortificadas e subterrâneas do programa nuclear iraniano.
Em uma postagem nas redes sociais, Trump comemorou a ação militar e exaltou as forças armadas dos EUA. Ele classificou o ataque como um “grande sucesso” e afirmou que agora seria “a hora da paz”.
A ofensiva norte-americana ocorre em um contexto de forte escalada no Oriente Médio. Mais cedo, o Exército do Iêmen ameaçou atacar navios comerciais e militares dos EUA no Mar Vermelho caso Washington se envolvesse diretamente no conflito entre Israel e Irã. O porta-voz das forças iemenitas, Yanya Saree, declarou que os militares estão em alerta máximo e monitorando qualquer movimentação considerada hostil.
Ainda neste sábado, a agência Reuters informou que os EUA deslocaram bombardeiros B-2, conhecidos por sua capacidade de atingir alvos protegidos em bunkers subterrâneos, para a Ilha de Guam, no Pacífico. O envio da aeronave reforça o sinal de que Washington se prepara para uma possível intensificação das operações militares na região.
A tensão teve início no último dia 13, quando Israel lançou um ataque surpresa ao Irã, sob a justificativa de impedir o avanço do programa nuclear iraniano. Teerã nega que tenha intenção de desenvolver armas nucleares e afirma que seu programa é exclusivamente para fins pacíficos, em conformidade com o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), do qual o país é signatário.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) vinha relatando descumprimentos de parte das obrigações por parte do Irã, mas até o momento não havia apresentado provas de que o país estivesse produzindo armas nucleares. O governo iraniano, por sua vez, acusa a agência de agir sob influência política das potências ocidentais.
Em março deste ano, o setor de Inteligência dos EUA havia informado que o Irã não estava fabricando armas nucleares, informação agora questionada publicamente por Trump. O episódio expõe divergências internas na política de segurança americana e amplia as incertezas sobre os próximos desdobramentos da crise.
Israel, historicamente contrário ao fortalecimento do programa nuclear iraniano, é apontado por diversas fontes ao longo das últimas décadas como detentor de um arsenal nuclear estimado em cerca de 90 ogivas, apesar de nunca ter reconhecido oficialmente essa capacidade.
Por Redação do Jornal Panorama
Com as informações da Agência Brasil
Foto: Brett Sayles
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