O desempenho do setor de serviços no Brasil registrou variação positiva de 0,2% na passagem de março para abril de 2025, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira, 13 de junho. Trata-se do terceiro mês consecutivo de avanço, com crescimento acumulado de 1,5%. Em relação a abril de 2024, o volume de serviços apresentou alta de 1,8%, completando a 13ª taxa positiva seguida.
A principal contribuição para o resultado de abril partiu da atividade de transportes, que cresceu 0,5%, com destaque para o transporte de passageiros, que subiu 1,8% no mês e acumula alta de 6,8% no ano.
Apesar do crescimento geral, o levantamento mostrou queda em quatro das cinco grandes atividades do setor: outros serviços (-2,3%), profissionais, administrativos e complementares (-0,5%), informação e comunicação (-0,2%) e serviços prestados às famílias (-0,1%). Já os transportes, com o terceiro avanço seguido, acumulam elevação de 2,8% nos últimos três meses.
Em abril, o setor de serviços operava apenas 0,2% abaixo do maior nível de sua série histórica, registrado em outubro de 2024, e 17,3% acima do patamar anterior à pandemia, em fevereiro de 2020.
O turismo também apresentou desempenho expressivo, com crescimento de 3,2% frente a março, impulsionado pelos setores de transporte aéreo e rodoviário de passageiros. O índice de atividades turísticas está 13,2% acima do nível pré-pandemia e próximo do recorde da série, alcançado em dezembro de 2024.
No recorte estadual, 18 das 27 unidades da federação registraram alta no volume de serviços em abril, sendo São Paulo (0,8%), Pernambuco (5,3%), Mato Grosso (2,8%) e Minas Gerais (0,6%) os principais responsáveis pelas variações positivas. Por outro lado, Rio de Janeiro e Goiás, ambos com -3,2%, e Bahia, com -2,4%, puxaram as retrações. Em termos anuais, o setor cresceu em 19 estados, com destaque para Distrito Federal (8,9%) e São Paulo (2,7%). Na área do turismo, São Paulo (10,1%) e Rio de Janeiro (20,7%) lideraram os avanços. No entanto, Minas Gerais (-3,2%) e Mato Grosso (-7,0%) registraram as quedas mais acentuadas do mês.
Por Eduardo Souza
Com informações: Agência Gov
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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