O novo líder da Guarda Revolucionária do Irã, general Mohammad Pakpour, declarou nesta sexta-feira, 13 de junho, que Israel enfrentará “as portas do inferno” e “consequências destruidoras” em retaliação aos ataques realizados contra o território iraniano. A declaração foi feita por meio da agência estatal Irna e marca sua primeira manifestação pública desde que assumiu o comando no lugar de Hossein Salami, morto em uma ofensiva israelense.
Segundo Pakpour, o “regime sionista, criminoso e ilegítimo” sofrerá impactos severos e um “destino amargo e doloroso”. A declaração foi dada no mesmo dia em que Israel mobilizou, de forma emergencial, grandes contingentes de reservistas em todo o país, elevando os alertas de conflito regional. Os ataques do dia 13 foram interpretados como o desfecho de uma série de ameaças feitas ao longo dos últimos anos pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que tem mantido um discurso duro contra o Irã desde a década de 2000, especialmente em relação ao programa nuclear iraniano.
Os acontecimentos coincidem com a previsão de uma reunião diplomática entre representantes do Irã e dos Estados Unidos em Omã, agendada para o domingo seguinte, com o objetivo de retomar diálogos sobre o acordo nuclear. Especialistas, como Menahem Merhavy, da Universidade Hebraica de Jerusalém, avaliam que a ação militar israelense pode ter ocorrido sob uma compreensão tácita entre Tel Aviv e Washington, apesar dos alertas públicos. Merhavy lembra que Israel tem intensificado ações militares contra forças ligadas a Teerã desde outubro de 2023, quando teve início o atual conflito com o Hamas, grupo apoiado pelo governo iraniano. O risco de desabastecimento de recursos e a interrupção de cadeias estratégicas se agravam em meio à crescente tensão geopolítica.
Com informações: Uol
Foto: Wikipédia
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