O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido da defesa do general Walter Braga Netto para adiar o início dos interrogatórios dos réus da ação penal referente ao núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado. Os depoimentos estão programados para começar na segunda-feira (9). A solicitação da defesa alegava falta de acesso completo às provas da investigação, argumentando que o militar deveria ter conhecimento detalhado das acusações antes de ser interrogado.
Além da alegação sobre as provas, os advogados de Braga Netto também pediram a suspensão dos interrogatórios até que as testemunhas dos demais núcleos fossem ouvidas. No entanto, na decisão, Moraes afirmou que não há justificativa legal para atender ao pedido, destacando que a realização dos depoimentos não depende da oitiva de testemunhas ligadas a outras ações penais. O general está preso preventivamente desde dezembro do ano passado, sob acusação de obstrução da investigação sobre a tentativa de golpe para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O núcleo 1 da ação penal reúne oito réus acusados de crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. O grupo inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de ex-ministros e militares de alta patente. A denúncia contra eles foi aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF em março deste ano. O andamento do processo segue sob acompanhamento da corte, com medidas judiciais que podem impactar o desdobramento da investigação.
Por Eduardo Souza
Com informações: Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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