Com o possível afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), ganha força a discussão sobre quem poderá assumir o cargo mais alto do futebol nacional. O cenário é incerto, mas alguns nomes já circulam nos bastidores como potenciais candidatos para comandar a entidade.
Entre os possíveis sucessores está Ronaldo Nazário, o “Fenômeno”, ex-jogador e atual empresário do esporte. Campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002, Ronaldo é dono de 80% das ações do clube espanhol Real Valladolid e tem ampliado sua atuação nos bastidores do futebol. Em uma tentativa anterior de disputar a presidência da CBF, o ex-atacante buscou o apoio das federações estaduais, mas acabou enfrentando resistência. Segundo o próprio Ronaldo, “bateu em 23 portas e recebeu 23 nãos”, sendo apoiado apenas pela Federação Paulista de Futebol antes de desistir da candidatura.
Além de Ronaldo, outros nomes do meio esportivo e político também são cogitados nos bastidores, embora ainda não tenham se manifestado publicamente:
Fernando Sarney: Atual vice-presidente da CBF e filho do ex-presidente da República José Sarney, Fernando já assumiu interinamente o comando da entidade em outras ocasiões. Com longa trajetória nos bastidores do futebol, é visto como uma opção de continuidade e estabilidade institucional.
Gustavo Feijó: Ex-vice-presidente da CBF, Feijó tem se articulado politicamente e é apontado como um dos principais nomes para assumir a presidência, especialmente por sua proximidade com antigos dirigentes da entidade.
Reinaldo Carneiro Bastos: Presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo é considerado um dos dirigentes mais influentes do país. Já manifestou interesse na presidência da CBF e conta com apoio de diversas federações estaduais e clubes.
Rubens Lopes: Atual presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) e vice-presidente da CBF, Rubens rompeu com a atual gestão e é visto como um possível candidato, especialmente por sua experiência e influência no futebol carioca.
José Perdiz: Presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Perdiz já assumiu interinamente a presidência da CBF em ocasiões anteriores. Sua atuação na justiça desportiva e conhecimento do regulamento da entidade o colocam como uma opção técnica para o cargo.
Marco Aurélio Cunha: Médico e dirigente esportivo, Marco Aurélio tem experiência em clubes como São Paulo e Figueirense, além de ter atuado na CBF como coordenador do futebol feminino. Sua trajetória no esporte e na política o tornam um nome lembrado nos bastidores.
A definição do novo presidente da CBF, caso o afastamento de Ednaldo Rodrigues se confirme, dependerá de intensas articulações políticas entre as federações estaduais — responsáveis pela escolha do comando da entidade. Enquanto isso, o futebol brasileiro aguarda uma definição que pode impactar diretamente os rumos da organização esportiva mais poderosa do país.
Por: Sérgio Monteiro
Com informações: CNN – ESPN – Veja – CBF – Agências
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