A vacinação em massa não é necessária nem recomendada para varíola no momento, destacam

A Organização Mundial da Saúde (OMS) orientou que não é recomendada neste momento a vacinação em massa para controlar o surto de varíola do macaco, porém, recomendou o imunizante para grupos prioritários.

Segundo a agência de saúde da ONU, o público inclui profissionais de saúde em risco, equipes de laboratório que atuam com ortopoxvírus, especialistas em análises clínicas que realizam diagnóstico para a doença e outros que possam estar em risco de acordo com autoridades nacionais de saúde pública.

A recomendação foi feita em um documento provisório publicado nesta terça-feira, 14.

A OMS ainda orienta a profilaxia pós-exposição (PEP) para contatos de pessoas que tiveram a doença confirmada. Nesse caso, usando uma vacina de segunda ou terceira geração.

Documento da OMS

Visão geral

O objetivo da resposta global ao surto de varíola dos macacos é controlar o surto e usar efetivamente fortes medidas de saúde pública para impedir a propagação da doença. O uso criterioso de vacinas pode apoiar essa resposta. Esta orientação provisória, desenvolvida com o aconselhamento e apoio do Grupo de Trabalho Ad-hoc do Grupo Consultivo Estratégico de Peritos (SAGE) sobre vacinas contra a varíola e a varíola símia, fornece as primeiras recomendações da OMS sobre vacinas e imunização para varíola símia. Seguem os pontos-chave.

  • A vacinação em massa não é necessária nem recomendada para varíola no momento.
  • Para contatos de casos, a profilaxia pós-exposição (PEP) é recomendada com uma vacina apropriada de segunda ou terceira geração, idealmente dentro de quatro dias após a primeira exposição para prevenir o aparecimento da doença.
  • A profilaxia pré-exposição (PrEP) é recomendada para profissionais de saúde em risco, pessoal de laboratório que trabalha com ortopoxvírus, pessoal de laboratório clínico realizando testes de diagnóstico para varíola símia e outros que possam estar em risco de acordo com a política nacional.
  • Os programas de vacinação devem ser apoiados por vigilância completa e rastreamento de contatos e acompanhados por uma forte campanha de informação, farmacovigilância robusta, idealmente no contexto de estudos colaborativos de eficácia de vacinas com protocolos padronizados e ferramentas de coleta de dados.
  • As decisões sobre o uso de vacinas contra varíola ou varíola devem ser baseadas em uma avaliação completa dos riscos e benefícios caso a caso.

A maioria das recomendações provisórias fornecidas aqui diz respeito ao uso off-label de vacinas. As orientações serão atualizadas à medida que mais informações estiverem disponíveis.