Sociedade Brasileira de Pediatria aponta os riscos do consumo indiscriminado de energéticos por crianças e adolescentes

Ao longo dos últimos anos o consumo de energias e bebidas esportivas se popularizou entre crianças e adolescentes. Uma pesquisa norte-americana, mostrou que 31% dos adolescentes e 17 anos consomem energias energéticas à base de cafeína. A título de comparação, na mesma pesquisa, mas com em jovens e adultos, de 18 a 24 anos, 34% consome o mesmo tipo de bebida. 

As bebidas esportivas são os isotônicos, que possuem na sua composição carboidratos, minerais e eletrólitos. Já os energéticos são fabricados a base de estimulantes, como café e guaraná, além de substâncias como ginseng taurina, creatina e carnitina. 

O Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou um estudo acerca do consumo desses produtos pelos jovens. A médica Mônica Moretzsohn, membro do departamento, destaca a importância dos pais e responsáveis ​​de prestar atenção a este tipo. 

“É importante que o pediatra e as famílias atentam para o consumo de energias. No Brasil, essas bebidas são regulamentadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determina um volume máximo de cafeína por porção, mas algumas bebidas da cafeína tem o guaraná, que é um extrato rico em cafeína. E no Brasil não temos uma idade mínima de consumo de cafeína, nem de bebidas energéticas”, salienta.

A Sociedade Brasileira de Pediatra alerta que estudos mais profundos e complexos sobre o consumo da cafeína ainda não foram feitos em crianças e adolescentes. Portanto, não se sabe se os efeitos buscados por adultos para o consumo da substância também são proporcionados em jovens. Além disso, vale destacar que estão os efeitos da cafeína e do organismo: o aumento da pressão arterial, a preocupação, a atenção e a atenção à cafeína.

A educadora física, Maria Katia Chaves, mãe de dois filhos menores de idade, considera o consumo de bebidas energéticas para crianças e adolescentes não saudáveis. Ela não permite que seus filhos façam consumo da substância. “Eu, particularmente, não compro essa bebida para o meu filho de 17 anos. Não sou a favor de dar esse tipo de bebida para adolescente, criança, enfim… Devido a possibilidade de algum problema de saúde futuro. Não sou a favor”, opina.

Preocupações e regulamentações

De acordo com a Academia Pediatria Americana de acordo com o consumo de bebidas esportivas para crianças, o consumo de bebidas esportivas para menores, 18 anos, conta o conteúdo de carboidratos, que pode contribuir com o excesso de peso. Se houver uso de carboidratos, a ingestão deve ocorrer durante a prática de preparação física, quando de reposição de carboidratos e de energia elétrica. No caso dos energéticos, devido ao seu conteúdo estimulante, a Academia não considerada apropriada para crianças e adolescentes.

Em 2011, o Comitê de Nutrição da Academia Americana de Pediatria em conjunto com o Conselho de Medicina, publicou um relatório com base de consumo de bebidas com o aumento do consumo de energia para crianças e adolescentes. O documento mostrado que esse aumento ocorreu por vários motivos, entre eles o agradável, a sede e desejo de energia extra para a prática de esportes. 

Ainda existe uma preocupação quanto a mistura de bebidas energéticas e bebidas alcoólicas, principalmente destiladas, por adolescentes, devido a uma redução dos efeitos depressores do álcool, justamente pela cafeína não cerebral. 

No Brasil está em tramitação no Congresso Nacional o Projeto de Leis de Bebidas (PL 455/15) que proíbe a venda, a oferta e o consumo de energias para menores de 18 anos. Na proposta, os estabelecimentos que comercializam os produtos energéticos manter-se-ão a informar sobre a proteção prevista na lei, caso ela entre em vigor. 

Fonte: Brasil 61

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