Setores lidam com possível interferência do 5G em operações aéreas

As indústrias de aviação e de telecomunicações dos Estados Unidos conseguiram progresso para lidar com as preocupações sobre a segurança aérea diante de possível interferência das transmissões de telecomunicações 5G na operação de aeronaves.

O grupo de telecomunicações CTIA, a Airlines for America e a Aerospace Industries Association afirmaram – em declaração conjunta – que “após discussões produtivas, vamos trabalhar juntos para compartilhar os dados disponíveis de todas as partes para identificarmos as áreas específicas de preocupação para a aviação”.

“Os melhores especialistas e técnicos de ambas as indústrias trabalharão coletivamente para identificar um caminho a seguir, em coordenação” com a Federal Communications Commission (FCC) e a Federal Aviation Administration (FAA), segundo o comunicado.

“Trabalhando de forma colaborativa e de boa fé em uma solução baseada em dados, podemos alcançar nosso objetivo comum de implantar o 5G enquanto preservamos a segurança da aviação”, acrescentaram os grupos.

AT&T e Verizon, que venceram um leilão de frequência de 80 bilhões de dólares, têm planos para implantar a banda C do espectro 5G no início de janeiro.

Interferências preocupam

Tanto a indústria de aviação quanto a FAA levantaram preocupações sobre a potencial interferência do 5G em componentes eletrônicos sensíveis de aeronaves, como altímetros de rádio.

A FAA afirmou se sentir satisfeita que os fabricantes de aeronaves e empresas de telecomunicações “estão tomando medidas para testar o desempenho de dezenas de altímetros de rádio no ambiente 5G de alta potência previsto para os Estados Unidos”.

A entidade acrescentou que funcionará “para garantir que o teste forneça margens de segurança adequadas e considere a variedade de sistemas de segurança que dependem de informações precisas de altímetros de rádio”.

A Airlines for America disse que, se a diretiva da FAA sobre o 5G estivesse em vigor em 2019, cerca de 345 mil voos de passageiros e 5.400 voos de carga teriam enfrentado atrasos, desvios ou cancelamentos.

A CTIA afirmou que o 5G é seguro e que o espectro está sendo usado em cerca de 40 outros países. A CTIA já havia acusado a indústria da aviação de fomentar medo e distorcer os fatos em torno da tecnologia.

Fonte: Agência Brasil

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