Inquérito foi enviado à Justiça e ao Ministério Público para análise, além de pedir a possibilidade do acusado ser levado a júri popular

Diante do homicídio ocorrido em Minduri, na noite de 15 de novembro, a Polícia Civil iniciou seus trabalhos, inicialmente, com a perícia no local, e no dia seguinte a equipe de Cruzília realizou buscas para tentar localizar o acusado, que estava foragido.

Já no dia 17, com elementos mínimos coletados, foi representado junto ao Poder Judiciário a prisão preventiva do acusado, autorizada e decretada no dia 18 de novembro. No dia 19, a Polícia Civil cumpriu a prisão preventiva e a realização do depoimento do investigado, que deu sua versão dos fatos.

A Polícia Civil deu continuidade à investigação com depoimentos de outras pessoas e da esposa, que ficou sabendo do fato através dos áudios do esposo com o pedido de socorro e dizendo quem era o autor do crime. Não houve testemunha ocular do homicídio, a não ser o próprio investigado.

“Fizemos o confronto entre o depoimento do investigado, o laudo de necropsia e também o laudo pericial de local de crime, e segundo a defesa do investigado, em determinado local houve a queda de ambos da moto que a vítima pilotava. A vítima ficou furiosa e ambos se desentenderam, onde a vítima tentou agredir o acusado com o capacete. Segundo a defesa do investigado, ele se defendeu com as mãos e não sabe em qual momento o canivete, que ele sempre portava, veio atingir a vítima em um local que ele nem sabia aonde. Assim que viu a vítima sangrando fugiu para o mato e ficou por alguns dias escondido, se alimentando de raízes”, revela o delegado Dr. Ed Elvis sobre a defesa do investigado.

Ainda segundo o delegado do caso, “ao confrontar com os dois laudos, o cadavérico e o do local do crime, foi confirmado que a perfuração da base do pescoço foi frontal, ou seja, estava de frente para a vítima e com um golpe único; porém, o canivete foi introduzido no pescoço da vítima e fez um giro lateral, o que foi comprovado pela perícia. A ferida tem três pontos, como é feito por uma lâmina, que segundo a defesa do investigado é um canivete mas pode ser uma faca. Ao introduzir, ficam dois pontos nas extremidades, a de cima e a de baixo, mas como houve giro, ficou uma ferida com três pontos, um ponto embaixo e dois pontos em cima, formando como se fosse um triângulo. Ainda no laudo cadavérico da vítima não foi constatada nenhuma lesão de defesa, já caindo por terra a versão do investigado de que a canivetada foi acidental. Não teria como ser acidental, ela foi intencional pelo fato de ser introduzida e girada. Se fosse sem intenção ela teria somente dois pontos, além de não ter nenhuma lesão de defesa, ou seja, em momento algum ela foi agredida anteriormente por ele, então foi golpe único”, destaca.

A Polícia Civil ainda analisou a ficha criminal do investigado, que já possui uma tentativa de homicídio ocorrida anos atrás, mas segundo a defesa do investigado, ele já foi absolvido. Ainda segundo informações, a defesa do investigado não colaborou com a investigação na localização da arma (canivete) utilizada no crime.

A investigação foi concluída pela Polícia Civil como homicídio doloso duplamente qualificado, e o inquérito encaminhado ao Poder Judiciário, que está sob análise do Ministério Público para ver se oferece a denúncia para ir a júri popular. O investigado continua preso preventivamente e à disposição da justiça.

Foto: Ilustrativa Google Maps