Eu vivi a época aterrorizante da Paralisia infantil. A simples hipótese desta doença nos aterrorizava. E frequentemente se confirmava, e as vezes com sequelas terríveis!
Já escrevi neste espaço o meu batismo de fogo em minha profissão: uma epidemia de sarampo na antiga Funabem na década de 80.
Séculos antes o terror era a Varíola que dizimava populações inteiras.
Em 1796 o impensável aconteceu: o Médico inglês Edward Jenner, genial, criou um método para treinar o sistema imunológico com uma forma mais branda do causador da doença grave.
Quando o adversário real se apresentasse era surpreendido pelo exército de anticorpos já treinados.
Em 1984 a varíola foi extinta da humanidade.
E a paralisia infantil praticamente desapareceu ao menos do nosso País.
São somente 2 exemplos para ilustrar. Poderia ter citado o Sarampo, a coqueluche, a difteria,
Tétano, a raiva, etc. etc.
E agora o sars – covid19, com diminuição dramática dos casos e óbitos, que a partir de março será praticamente controlada, embora devidos as mutações é provável que se torne endêmica (mas não pandêmica mais).
Os Movimentos anti vacinas sem nenhuma noção ou base teórica tentam minar este avanço e o uso destas poções divinas que salvam vidas e amenizam o sofrimento. Só os argumentos mais estapafúrdios e doidos baseado em informações falsas! Ignorância mesmo é a única explicação para quem rejeita vacinas. E não é ofensa. Ignorância deriva de ignorar. Ignoram a verdade, o real e se apegam no imaginário.
O que dizer mais? Nada. Somente alertar a parte que pensa racionalmente para não se deixarem iludir.

Por: Dr. Edson Lopes Libanio – Pediatra