Essa tal de liberdade, tão sonhada, tão misteriosa, tão cobiçada.

   A vejo de várias formas e modos de acordo com a situação de cada pessoa. Por exemplo, para um jovem, liberdade é ter dinheiro para sair ou viajar com os amigos, para uma pessoa mais velha, seria poder fazer o que quer, sem ter que se preocupar com clientes ou mesmo chefes. Para uma mãe de criança pequena seria fazer qualquer coisa sem ser interrompida várias vezes  perdendo o raciocínio.

   Então se pararmos para pensar ,  essa tal liberdade tem várias vertentes e todas darão a mesma mensagem, liberdade é ter a oportunidade de se fazer o que bem entende e em qualquer hora que se decidir por isso.

   Partindo desse preceito, podemos chegar a um veredito de que não é tão difícil assim adquirir a tal da famosa e liberdade.

   Mas apesar de toda a coragem que possa ter para enfrentar todos os percalços que nos separam dela, ainda assim em algum momento de nossos dias estamos ali presos em algum compromisso, tarefa ou acordo do qual não conseguimos nos desvencilhar.

   E então, passamos a ter o relógio como nosso maior aliado ou carrasco, dependendo do momento que ele esta agindo em nosso dia.

   Nesses momentos pensamos, ah se tivesse a tal liberdade jogaria tudo pelo ar e iria fazer o que bem entendo . Será?!

   Me aposentei a pouco tempo, e lembro que uma das minhas maiores preocupações era, o que fazer depois, precisava de um plano B. E ele veio através da literatura, estou amando essa fase da minha vida, posso fazer meus horários e ainda ter algo  que  me motiva a continuar sonhando e criando planos em minha cabeça. Pois na minha concepção  liberdade demais me daria tédio.

   Então no meu caso, meia liberdade basta para me fazer feliz, caso contrário fico no marasmo de não estar envolvida em algum projeto ou demanda.

  Mas conheço pessoas que adoraram a liberdade de não ter nada para fazer, cada um com uma personalidade e todas elas válidas.

   Agora quando sua ocupação ou compromisso ameaça sua felicidade, neste caso devemos rever alguns conceitos e partir para a segunda parte que é ponderar o que é mais importante para você neste momento de sua vida.

  E aí depois de todos os prós e contras calculados, é só curtir a vida da melhor forma possível, e se a tal liberdade ,só for pela metade, te garanto que mesmo assim ainda vale muito a pena tê-la.

  O filme que me inspirou neste texto foi SEM FILHOS, Netflix, que conta a história de um pai solo que esconde a existência da filha para sua atual namorada. Leve e divertido, vale a pena conferir.

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