Clarinha, como é conhecida, pode ser a menina sequestrada em Guarapari nos anos 70. A mulher está em coma profundo há 21 anos.

A Polícia e o Ministério Público, tentam há vários anos identificar quem é a mulher internada em mais de 20 anos em estado vegetativo no Hospital da Polícia Militar, em Vitória.

Clarinha como é conhecida, ganhou este nome pelos profissionais que dela cuidam. Ela apresenta ter 40 anos, mas não possui nenhuma documentação e nunca foi reconhecida por algum familiar.

Um exame de reconhecimento facial pode trazer o fim deste mistério. Suspeita-se de que a paciente pode ser uma garota sequestrada nos anos 70, em Guarapari.

O Ministério Público, que atua há anos no caso, informou que a última descoberta foi feita com a ajuda de uma equipe de papiloscopistas da Força Nacional de Segurança Pública em atuação no Espírito Santo. A equipe utilizou o processo de comparação facial, com busca em bancos de dados de pessoas desaparecidas com algumas características físicas parecidas com às de Clarinha.

“A partir dessas buscas, chegou-se ao caso de uma criança de 1 ano e 9 meses de idade desaparecida em Guarapari, em 1976. Na época dos fatos, a família dela, que é de Minas Gerais, passava férias no Espírito Santo’, disse o MPES.

Foi solicitado a realização de exame de reconhecimento facial para a confirmação das semelhanças físicas entre a menina desaparecida e Clarinha. A empresa especializada neste trabalho disse: “O exame concluiu haver ‘compatibilidade’ entre as imagens de Clarinha e a da menina desaparecida em 1976”.

O material genético de Clarinha, foi enviado pelo MPES para a Polícia Civil de Minas Gerais, que mantém arquivado o perfil genético dos pais da criança desaparecida em Guarapari.

“O Ministério Público capixaba solicitou a comparação entre os perfis genéticos e, nesse momento, aguarda o resultado dos procedimentos adotados pela Polícia Civil Mineira”, explicou.

Fonte: Informações Tribuna Online

Foto: Leonardo Duarte -02/04/2016