O Sistema Nacional de Meteorologia divulgou, na semana passada, que as temperaturas iriam registrar quedas devido à massa de ar frio de origem polar seca. Na madrugada de terça-feira (20), o frio intenso provocou geadas em alguns municípios do Brasil, inclusive no Sul de Minas.

Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), as cidades que registraram as menores temperaturas no estado foram Maria da Fé, Monte Verde e Passos. Mas, isso não impediu que outros locais fossem afetados, como as lavouras de café. Campos Gerais, Campo do Meio, distrito de Córrego do Ouro e cidades vizinhas, que fazem parte da área de atuação da Coopercam, também sofreram geadas durante a madrugada.

“Será necessário aguardar alguns dias para mensurar o prejuízo real causado pela geada, mas acreditamos que cerca de 30% das lavouras foram atingidas. Alguns produtores perderam até 100% da colheita de 2022, que já era considerada uma supersafra”, explica João Paulo Alves de Castro, Gerente Comercial e Engenheiro Agrônomo da Coopercam.

Como o Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, a geada, que de acordo com especialistas, não tem previsão de retorno nos próximos dias em Minas Gerais, também causa impacto internacional. Com a possibilidade de queda na produção, o mercado já ameaça aumentar os preços da bebida.

Recomendações

A geada pode trazer um efeito drástico na planta, pois causa o congelamento nas células da folha, ramos e troncos. Com a abertura do sol, as células explodem e pode causar a morte das folhas“O produtor, neste momento, deve esperar de duas a três semanas antes de fazer qualquer manejo na lavoura de café. É preciso avaliar qual foi a intensidade dessa geada e até que ponto ela chegou na planta. Portanto, recomendamos aguardar e não fazer nenhum tipo de manejo. A Coopercam também está disponível para auxiliar os produtores, que tiveram prejuízos no cafezal para identificar qual processo deve ser feito de forma correta e assertiva”, aconselha Castro.

Fonte e foto: Divulgação Coopercam