Neste 28 de junho é celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. Mas você sabe o que a data significa e o que as siglas simbolizam?

A data surgiu em 28 de junho de 1969, em Stonewall Inn, Greenwich Village (EUA), quando gays, lésbicas, travestis e drag queens enfrentaram policiais e iniciaram uma rebelião que seria a base para o movimento pelos direitos da comunidade nos Estados Unidos. O episódio é conhecido como o Stonewall Riot, ou a Rebelião de Stonewall, durou seis dias e foi uma resposta às ações arbitrárias da polícia, que frequentemente promovia batidas e locais frequentados pela comunidade.

Antigamente, a sigla utilizada era a GLS, criada em 1994, e que significava Gays, Lésbicas e Simpatizantes. Mas, por conta do entendimento que simpatizante poderia ser qualquer pessoa – até mesmo os heterossexuais – e isso tirava o protagonismo da comunidade, a sigla foi modificada, passando a ser conhecida como GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros). Conforme novas descobertas sobre orientação e gênero foram sendo feitas, a sigla também foi se modificando, chegando ao que conhecemos hoje como LGBTQIA+.

A nomenclatura completa dada à comunidade atualmente é LGBTT2QQIAAP, mas o mais utilizado é a sua versão reduzida, LGBTQIA+. Ela é dividida em duas partes: a primeira, LGB, diz respeito à orientação sexual; já TQIA+, ao gênero do indivíduo. Ela significa Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Transgêneros, Queer, Intersexuais, Assexuais; o + significa as demais letrinhas, como os Pansexuais e os Aliados. Conheça mais sobre os significados:

Lésbicas – toda mulher que se identifica como mulher e se interessa sexualmente por outras mulheres;

Gays – todo homem que se identifica como homem e se interessa sexualmente por outros homens;

Bissexuais – aqueles que têm preferências sexuais por pessoas de ambos os sexos;

Transexuais, Travestis e Transgêneros – aqueles que não se identificam com o gênero masculino ou feminino com o qual nasceram (atribuído pelos órgãos sexuais);

Queer – pessoas que não se identificam com os padrões impostos pela sociedade e transitam entre os gêneros, sem concordar com os rótulos ou que não conseguem definir seu gênero ou orientação sexual;

Intersexuais – aqueles que têm variações genéticas que não permitem que sejam identificados como gênero masculino ou feminino. Antes eram conhecidos como hermafroditas;

Assexuais – que não sentem atração sexual por ninguém e podem, ou não, se interessar em relacionamentos românticos.

O objetivo da data é conscientizar a população sobre a importância do combate à homofobia, mas também podemos incluir na pauta do movimento a criminalização da homo-lesbo-bi-transfobia, o fim da criminalização da homossexualidade; reconhecimento da identidade de gênero; fim da cura gay e casamento civil igualitário.

Com informações: Portal G1/ Capricho/ Galileu/ Guia do Estudante
Foto de capa: Pixabay